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Todo cidadão merece proteção

Por Edir Tereza dos Reis


Olá eleitores Daki!


Gostaríamos de falar sobre o céu azul, a criança que corre feliz pelas ruas, o sol que mantém a vida e da esperança que inunda os nossos corações – porque precisamos muito esperançar, como diria o aniversariante da semana Paulo Freire – 19 de setembro.


Só que não. A dor invade nossa alma e se expressa em palavras que não podem ser omitidas porque denunciam o repúdio a toda força que subjuga os homens. Por força, entendemos o poder, dinheiro, autoritarismo, preconceito, racismo e outras tantas forças que impelem um homem sobre o outro.


Trazemos a manchete: “PM baleia cabeça de homem em blitz no RJ; 'Atira no pneu', lamenta família...” ( https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2022/09/200). A família, neste caso, demonstra mais estratégia de impedir um avanço de carro em alta velocidade do que o policial.


O estatuto dos militares diz:



Lei 443/81 | Lei nº 443, de 1º de julho de 1981, artigo 32 §1º (...) Ao ser declarado Aspirante a Oficial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro assumo o compromisso de cumprir rigorosamente (...) À MANUTENÇÃO DA ORDEM PÚBLICA E À SEGURANÇA DA COMUNIDADE, mesmo com o sacrifício da própria vida.


Não nos cabe procurar culpados ou vítimas – está na nossa cara! Mas analisar o fato da polícia militar do Rio de Janeiro estampar manchetes de uso de truculência contra os cidadãos e quando digo cidadãos todos estão inclusos, porque não temos pena de morte, então um criminoso não deve ser morto por policiais.


No caso, um jovem policial armado dispara um tiro mortal intencional sobre um cidadão. Foi má pontaria? Não. Os soldados são treinados antes de irem às ruas. O treinamento é eficiente? As avaliações dos jovens que se inscrevem na carreira militar são eficientes? Os salários oferecidos são suficientes? Existem exames psicotécnicos eficientes? Não, não e muitos outros não que fazem da policia militar brasileira uma das mais violentas e ineficientes do mundo. Por quê? É uma pergunta que eco no vazio das belas Leis existentes no país que camuflam a violência na qual todos os cidadãos vivem.


E é hora de esperançar – sonhamos com uma carreira militar que inicie com salários decentes, de no mínimo, 5 salários vigentes no país; com muita seletividade nos candidatos desta carreira de alto risco com testes rigorosos e treinamentos de defesa – pois aparentemente são treinados para o ataque.



A população brasileira e especificamente a carioca precisa de proteção policial, de confiar no agente que está nas ruas: Policiais precisam ser homens e mulheres honestos, protetores, amigos e fortes e suficiente para reprimirem a criminalidade, não para matar criminosos e pessoas idôneas.

Vandré, no século XX denuncia: (...) Há soldados armados, amados ou não, quase todos perdidos de armas na mão (...). O verbo que move o século XXI é o esperançar.


Colaboração: Graciane Volotão.

 

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Edir Tereza dos Reis é Orientadora Pedagógica (PMDC), Supervisora Educacional (PMSG), Psicopedagoga, especialista em Neurociências, membra do Coletivo ELA – Educação Liberdade para Aprender e colaboradora da Coluna "Daki da Educação", publicada às sextas.



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