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Uber bane marido de deputada bolsonarista após acusação de racismo

Ao saber que motorista não era bolsonarista, passageira cantou ‘Boi da Cara Preta’

A deputada bolsonarista Júlia Zanatta (PL-SC) e Guilherme Colombo, seu marido. Foto: Reprodução
A deputada bolsonarista Júlia Zanatta (PL-SC) e Guilherme Colombo, seu marido. Foto: Reprodução

DCM - O advogado Guilherme Colombo, marido da deputada bolsonarista Júlia Zanatta (PL-SC), foi banido do aplicativo Uber após ser acusado de racismo. Ele tenta na Justiça de Santa Catarina voltar a usar a plataforma após perder a conta pelo episódio. A informação é do jornal O Globo.


Segundo a empresa, o caso aconteceu durante corrida em Brasília. Na ocasião, uma passageira que estava com Colombo teria perguntado a avaliação do motorista sobre o governo Lula e, ao perceber que o condutor não seria apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria cantado a música “Boi da Cara Preta”.


“A passageira me questionou sobre minha opinião política e ela mesmo iniciou uma discussão desnecessária. Quando faltava um minuto para o desembarque, a passageira de pele branca começou a cantar ‘Boi da Cara Preta’. Fiquei paralisado e muito triste”, afirmou o motorista ao denunciar o caso ao aplicativo.



O advogado entrou com um processo na Justiça pedindo a reativação de sua conta no aplicativo e uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. Ele diz que foi surpreendido pelo e-mail que comunicou sua expulsão e que acreditava que seria algum engano.


“No referido e-mail o Réu diz que realizou uma ‘investigação completa’ porém NUNCA permitiu que o Autor tivesse acesso à acusação que lhe foi feita, muito menos permitiu o direito à ampla defesa e ao contraditório, excluindo de forma sumária a conta do Autor, sem ao menos o mesmo saber exatamente do que se tratava”, diz o advogado.


A empresa alega que a expulsão ocorreu por violação de diretrizes da plataforma e que “o motorista entrou em contato telefônico com o suporte da Uber para relatar uma situação de discriminação, que teria ocorrido durante uma viagem solicitada pelo autor”.


Colombo diz que o banimento ocorreu “sem evidências concretas” e diz que o caso “parece ser uma tentativa de manchar sua reputação”.


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