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VÍDEO: Funcionária é agredida e diz ter sofrido racismo de morador de condomínio

Agressor se irritou após agente de portaria ter permitido a entrada de uma oficial de Justiça no prédio, que tinha uma ordem de despejo contra ele


Reprodução
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Revista Fórum - Uma agente de portaria de um prédio em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foi agredida e vítima de racismo por um morador do condomínio. Segundo relatou ao g1, o agressor se irritou após a funcionária ter permitido a entrada de uma oficial de Justiça no prédio, que tinha uma ordem de despejo contra ele.


A porteira tentou contato telefônico, mas o homem não atendeu. Diante disso, liberou que a oficial fosse até a porta do apartamento. De acordo com ela, as regras do condomínio dizem que os porteiros não podem barrar oficiais de justiça ou policiais.


Alguns minutos depois, o homem desceu e começou a discutir com ela. A funcionária tentou explicar, mas ele passou a agredi-la. Imagens de câmera de segurança mostram ele sendo agressivo com ela, apontando o dedo na cara da porteira e depois agarrando a mulher na altura do peito e a jogando para trás.




O homem vai até a porta do elevador e volta várias vezes, apontando o dedo para ela até que, finalmente, sobe. Após o ocorrido, a trabalhadora telefonou para o síndico. O responsável pela administração do edifício conferiu as imagens das câmeras de segurança e acionou a polícia.


"Eu espero que exista Justiça, para não acontecer isso com as mulheres. A gente sai para trabalhar, deixa filhos em casa. A gente sai para trabalhar porque precisa", disse a mulher. Ela estuda ingressar na Justiça contra o agressor.


Assista ao vídeo:















Ao g1, ela contou que ficou em pânico e que ouviu ofensas racistas do morador. "Começou a me chamar de negra, que eu não servia para aquele serviço, que, se acontecesse isso de novo, de alguém subir, ele iria quebrar a minha cara. Não era a primeira vez que a oficial de Justiça ia atrás dele", afirmou a funcionária.


"Na hora, assim, eu fiquei meio em pânico", completou. O caso é apurado pela Polícia Civil, na Delegacia de Combate à Intolerância de Santa Maria. Conforme a delegada Débora Dias, a investigação deve ouvir, nos próximos dias, a porteira, o síndico do prédio e o suspeito. "Poderá ser configurada injúria racial, ameaça ou, até mesmo, caso de racismo."

 

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