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Vivemos num eterno '1º de abril', dia após dia, mentiras e mais mentiras

Por Rofa Araújo


Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

O Dia da Mentira é celebrado, no Brasil, em 1º de abril. Mas de quando surgiu essa data com esse propósito?


Apesar e não haver certeza sobre sua origem, acredita-se que ela surgiu na França em meados do século XVI. Existem diversas teorias, mas a mais popular afirma que a consolidação do Dia da Mentira ocorreu por meio de zombarias realizadas na França a algumas pessoas que não aderiram às mudanças de calendário propostas pelo rei Carlos IX.


Na França da segunda metade do século XVI, o Ano-Novo era comemorado tradicionalmente em 25 de março, pois o início da primavera era enxergado como o momento da renovação de um ciclo. A comemoração de Ano-Novo acontecia até o dia 1º de abril, mas, em 1563, o rei francês Carlos IX propôs a mudança do Ano-Novo francês para 1º de janeiro.



Assim, devido a não aceitação dessa mudança, começou o “Dia da Mentira”, uma tradicional data comemorativa celebrada em alguns países ocidentais, como o Brasil. Nesse dia é comum realizar brincadeiras com outras pessoas por meio da utilização de mentiras. Em países de língua inglesa, como os Estados Unidos e a Inglaterra, é comum também “pregar peças” em outras pessoas.


Mas, infelizmente, parece que hoje em dia vivemos num eterno “1º de abril” com as fake news presentes em tudo qualquer lugar, em todas as ocasiões. Não sabemos mais o que é verdade e o que é mentira. Tudo é motivo de criação de peças sem o menos cabimento. E o que fazer para conviver e combater essa onda que não passa?


É preciso analisar tudo quando lemos ou recebemos via redes sociais e não repassar sem antes ter certeza. Já imaginou ser um “disseminador de mentiras” daqueles especialistas nisso e que não estão nem aí se o falam é verdade ou não?


Se antes a gozação era algo engraçado e até saudável e que durava apenas durante o dia 1º de abril, agora virou algo sem graça, desprovido de sentidos e diário e que nunca passa. Uma realidade sem graça e mais parece feita para gerar insegurança em tudo nessa vida que não parece ser confiável e bem vazio viver nessa forma.


Vamos viver, sim, um 1º de abril como ante e deixar de lado a prática ridícula de quem defende a mentira como prática diária pelo simples ato de espalhar o que bem entende sem nem ao menos respeitar o mínimo da lisura e caráter que se espera do ser humano em geral.      


**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Editora JORNAL DAKI


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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo.


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