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Ômicron é menos grave por poupar os pulmões

Estudos apontam que a variante se manifesta principalmente n0 sistema respiratório superior


Primeira imagem da Ômicron, da Universidade de Hong Kong. Foto: Divulgação
Primeira imagem da Ômicron, da Universidade de Hong Kong. Foto: Divulgação

DCM - Uma série de estudos recentes feitos com animais de laboratório e tecidos humanos está oferecendo a primeira indicação de por que a variante Ômicron causa sintomas mais leves que outras cepas.


Em estudos feitos com camundongos e hamsters, a ômicron provocou infecções menos lesivas e que, em muitos casos, se limitaram às vias aéreas superiores: nariz, garganta e traqueia.


A variante causou muito menos danos aos pulmões, nos quais variantes anteriores frequentemente resultavam em cicatrizes e dificuldade respiratória grave.




Pesquisas anteriores haviam mostrado que algumas dessas mutações permitiam que os coronavírus se agarrassem às células com mais força. Outras, que o vírus escapasse dos anticorpos, que servem como uma das primeiras linhas de defesa contra a infecção. Mas como a nova variante poderia se comportar dentro do corpo ainda era um mistério.


“Não é possível prever o comportamento do vírus apenas pelas mutações”, disse Ravindra Gupta, virologista da Universidade de Cambridge. Com informações do Estadão.




Embora os animais infectados com Ômicron em média experimentassem sintomas muito mais brandos, os cientistas ficaram particularmente impressionados com os resultados em hamsters sírios, uma espécie conhecida por ficar gravemente doente com todas as versões anteriores do vírus.


Mais de meia dúzia de experimentos tornados públicos nos últimos dias apontaram para a mesma conclusão: a Ômicron é mais branda do que o Delta e outras versões anteriores do vírus.



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