top of page
É Daki. E de todo Mundo.
Jornal Daki - A notícia que te interessa.
Entre em contato: dakijornal@gmail.com
Buscar


Prevenir é melhor
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Foto: Jornal Daki com IA Jorge Rapá é meu amigo de infância. Gostava de pipas, balões, e todo tipo de brincadeiras de uma época sem computador, onde se inventava o que fazer. Fazíamos muita peraltice, como jogar pedras no cajaeiro da casa de d. Helena, pegar verduras na horta de seu Alziro e mais um monte de coisas que de vez em quando a vara de goiabeira cantava em nossas pernas. Assim fomos crescendo e quando a adolescência chegou

Jornal Daki
há 1 dia


Valcyr, o andarilho
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas ] Arte Jornal Daki com IA Alguns dizem que “o inferno é aqui. ” Outros, que, “aqui se faz, aqui se paga”. Pessoas mais amargas e vingativas sentenciam: “ninguém morre me devendo. ” Sei não. Tem pessoas que trapaceiam a vida toda e morrem de velhice, sem nunca terem pago nem os mais inocentes dos erros, que dirá os graúdos. Outros só porque pegou uma laranja no pomar do vizinho, passa a eternidade queimando na churrasqueira do “cão”

Jornal Daki
22 de jul.


Joana e Maria
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Foto: reprodução Joana era solteira e sozinha no mundo. Mesmo tendo a beleza, contra seu gosto, como inseparável companhia, vivia só. Não queria ninguém junto dela, nem amigos, nem amores. O único que tinha sua atenção durante vinte e quatro horas por dia era Espiridião, um gato preto de olhos verdes que passava a maior parte do tempo, quando ela não estava em casa, deitado no sofá, uma hora de patas para cima, outra hora de cabeça p

Jornal Daki
15 de jul.


É na simplicidade
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Arte a partir de foto de Filipe Aguiar/OSG Parei com o carro no semáforo na frente da Igreja Matriz de São Gonçalo. As obras de restauração estão a todo vapor, a igreja vai voltar a sua forma original, na cor branca, sem aqueles azulejos horrorosos. Acho que vai ficar linda. Me distraí. O sinal abriu e demorei uns segundos para sair. O motorista que estava atrás de mim descansou as mãos na buzina, jogou o carro para a esquerda e pas

Jornal Daki
8 de jul.


'Pra frente Brasil'
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Arte: Jornal Daki com IA Andando à toa pela vida, ouvi meu amor me chamar para ver a copa do mundo. Enquanto isso, ali na antiga Vila, ponto de encontros na década de setenta, onde tudo acontecia, moradores de rua e pessoas expostas a vulnerabilidade social, esperam pacientemente desde as primeiras horas do dia, o café da manhã que é distribuído por entidades religiosas de diferentes credos. Enquanto isso, nos mercados, as filas est

Jornal Daki
1 de jul.


Eis a questão!
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Arte: Jornal Daki com IA Ser de direita ou de esquerda é direito de cada um. A questão é você ser a parte oprimida e adorar seu opressor como um Deus. Ser honesto e cobrar honestidade é dever de todos nós. A transparência e verdade também deveriam ser nossas melhores companhias vida afora. Mas durante a vida, por comodidade e conveniência, vamos esquecendo essas fiéis amigas em estações perdidas no caminho. Sentado a mesa do bar d

Jornal Daki
25 de jun.


Viola de tantos eus
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Arte: Jornal Daki com IA A música entrou cedo na minha vida. Minha avó gostava das cantorias de Clementina e as vezes arriscava uns passinhos de jongo na cozinha. Eu não entendia direito aquelas melodias, mas gostava. Meu pai perturbava o silêncio dominical, tocando um enorme reco-reco. Fora do ritmo, mas pelo menos o repertório era bom. Pela minha pouca idade e por querer ser igual aos diferentes, ouvia rock e um MPB mais rebuscado.

Jornal Daki
17 de jun.


Enredos da vida
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Arte: Jornal Daki com IA Para quem convive numa quadra de escola de samba, tudo vira samba. A vida lá nos presenteia com encontros e histórias tão diferentes e inimagináveis que você não consegue sair de lá. É como se você vivesse num mundo diferente todas as vezes que você chega lá. O consagrado escritor Gonçalense Erick Bernardes, em seu livro CAMBADA, nos conta a história dos bairros e lugarejos da cidade. Numa das crônicas, nos

Jornal Daki
10 de jun.


Hipocrisia
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Arte: Jornal Daki com IA Na minha adolescência e juventude, o mês de junho tinha um céu repleto de pipas e balões. Tempo em que para se falar com alguém de outra cidade tinha que se escrever uma carta e esperar por dias a resposta. Sem internet, as pessoas ocupavam portões e calçadas num bate papo sem fim. Era um ajudando o outro, sabendo das dificuldades e necessidades de cada um, todo mundo era todo mundo. O tempo passou e a popul

Jornal Daki
3 de jun.


Novos tempos
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Arte Jornal Daki com IA Um primo meu, policial militar reformado, chegou em casa depois do trabalho e deixou o carro passar a noite na calçada. Pela manhã, ao sair, deu por falta do rádio no carro. Sem perder a serenidade, pegou pela gola da camisa, aquele considerado pelos vizinhos usurpador do bem do alheio, dizendo que quando saísse no dia seguinte queria o rádio no lugar. O rapaz jurou inocência. Pois bem, na manhã seguinte ao en

Jornal Daki
27 de mai.


Contra o vento
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Arte: Jornal Daki com IA Dizem que nascemos com nosso destino traçado e nada pode mudar isso. Algumas pessoas confirmam esta máxima com sua história de vida. Um nasce sem a menor possiblidade de viver, ou sobreviver. Sem a menor chance de caminhar com as próprias pernas e pegar o alimento com as próprias mãos. Aos olhos do mundo este ser será um pobre coitado, dependente de seus familiares para o resto da vida. Aí, vem o destino e

Jornal Daki
20 de mai.


O show tem que continuar
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Arte: Jornal Daki Aquele mês de outubro foi embora, levando com ele o presidente da ala de compositores do GRESU Porto da Pedra para compor em outro plano. Era um cara do bem, seu primeiro nome era festa, alegria, congraçamento, comunhão. O segundo, Fernando Macaco. Adorava ver a galera reunida, comemorava seu aniversário todos os anos como se fosse o último e já estava programando os festejos do próximo quando Deus fez o chamado.

Jornal Daki
13 de mai.


O nome do amor
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Foto: Jornal Daki com IA Me lembrei ontem, ao ver a novela, de quem no início dos anos dois mil, num sábado de ensaio na quadra do GRESU Porto da Pedra, já quase no final da noite, vi uma menina, recém saída da adolescência, sambando de se acabar à frente da bateria. Ela só parou depois do último apito do mestre, quando o sol já vinha avisar ao povo que já era hora de voltar pra casa. Uns anos depois ela era a toda poderosa rainha de

Jornal Daki
6 de mai.


Tudo o que vai...
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Jornal Daki com IA Ouvi meu pai falar muitas vezes que sempre corríamos atrás do dinheiro para comer, mas um dia teríamos dinheiro e não teríamos o que comprar para comer. Pelo andar da carruagem, desmatamento, aquecimento global, guerras sem nexo e contexto, ambição cada vez maior por dinheiro e posição social, o cada vez mais espezinhar naquele que está em baixo está dando muita razão às palavras dele. Mas, os falsos super-heróis d

Jornal Daki
29 de abr.


A conta chega
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Jornal Daki com IA Vou chamá-lo de Aristeu. Do santo não digo o nome, mas a história... A gente ainda era adolescente, da igreja, mas Aristeu só ia às missas por causa das meninas, do futebol e das festas. Ele era da curimba, ferrenho devoto de seu João Caveira, um Exu de poucas palavras, sério e de palavra justa. Se andar na linha tem tudo, mas se vacilar... Coitado! Ele não pede nada, mas se prometer, tem que cumprir. Então, se

Jornal Daki
22 de abr.


Contraste
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Imagem gerada por IA a partir do texto Saí de casa para pegar meu remédio regulador de pressão na farmácia popular. É impressionante como não damos a mínima para nosso semelhante, não notamos suas emoções. Aliás ninguém tá nem aí para ninguém. Logo na esquina vejo um rapazola de seus dezesseis anos, um buquê de flores na mão e lágrimas nos olhos. Deve ter levado as flores para uma das meninas do Clélia Nanci e tomou o maior toco.

Jornal Daki
15 de abr.


PAZ
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Imagem: Jornal Daki com IA No palco, cantando um samba autoral, me sinto em paz. Uma força invisível me eleva a alma, fico feliz, livre de qualquer sentimento ruim. Quando trabalho com arte não penso em dinheiro, penso na satisfação pessoal ao realizá-la. Se um dia vier algum vil metal, será bem-vindo, mas não é o principal objetivo. Meu vizinho Daniel canta e dança pelas esquinas, sorri, gargalha, nem olha para os olhares que o ridi

Jornal Daki
1 de abr.


Por dentro
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Gerada por IA No meu cantinho do sofá, como de costume, divago sobre a vida e suas questões, sobre o que sinto e o que sentem os de minha condição periférica, proletária e não pertencente as classes dominantes. O que passa na cabeça de Seu Jorge, que Gonçalense foi, por algum tempo de sua vida, quando entra no palco e vê milhares de pessoas cantando junto com ele aquela música que ele fez? O nó na garganta é inevitável e uma peça de

Jornal Daki
25 de mar.


Liberdade, pelo amor de Deus
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Imagem gerada por IA Quando desci do ônibus vi que estava acontecendo uma rodada samba no Passeio Público. No palco, Cassiana Pérola Negra botava todo mundo pra sambar com o habitual talento. O público era basicamente composto pelo povo preto e não me passou despercebido, nem a ninguém que ali se encontrava, dois rapazes que sambavam com destreza e elegância, com um sorriso que era a própria imagem da felicidade. O domingo

Jornal Daki
18 de mar.


Que pena!
SÃO GONÇALO DE AFETOS Por Paulinho Freitas Fui criado com pai, mãe, avó e irmã. Eu e mais dois irmãos. Meu pai era bem bronco, falava alto, grosso que só ele e xingava muitos palavrões. Eu tinha medo dele. Próximo dos quatorze anos, idade que naquela época se tirava carteira de trabalho (tenho a minha até hoje), também era costume os pais levarem seus rebentos para conhecer as “coisas da vida”, visitar as “primas”, ou grosseiramente falando, ir à zona, para conhecer os segred

Jornal Daki
11 de mar.
bottom of page
