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As eleições de nossas vidas - por Dimas Gadelha


Lula, em visita a um estaleiro em Niterói em junho de 2021: “A gente tem que reagir. O Brasil não é do Bolsonaro”/Foto:  Ricardo Stuckert
Lula, em visita a um estaleiro em Niterói em junho de 2021: “A gente tem que reagir. O Brasil não é do Bolsonaro”/Foto: Ricardo Stuckert

Em 2022 teremos eleições. E não serão quaisquer eleições. Serão as eleições das nossas vidas. E eu explico o porquê. O governo Bolsonaro - e tudo que representa - não é só um péssimo governo. É uma praga. Um mal civilizatório que precisa ser extirpado da presidência tal como um câncer. De preferência, com uma derrota acachapante já em 2 de outubro, caso não renuncie antes para concorrer ao Senado, segundo notícia que circulou fortemente na rádio-corrredor de Brasília nesta semana.


Todos os indicadores sociais e econômicos estão negativos. Todos. E não adianta colocar a culpa na pandemia ou em lockdown inexistente. Incompetência e má-fé explicam o desempenho pífio do PIB este ano (- 0,1%, 26º pior dentre 31 países), jogado para baixo com o desmantelamento da indústria e do mercado interno que não reage sem o povo empregado. E reage muito menos sem o dinheiro do auxílio que o governo federal covardemente tirou de mais de 23 milhões brasileiros para criar um engodo eleitoreiro no lugar do Bolsa Família.


A política de liquidação e de desnacionalização dos ativos da União tocada pelo sr. Guedes está colocando o país muito próximo do ponto de não retorno, que implica diretamente no ataque à inteligência nacional e à inovação concentrada nas universidades estaduais e federais. O mercado, sobretudo o mercado guiado pela lógica neoliberal, tem compromisso com o lucro, não com o Brasil. Quem deve dar direção ao país somos nós.



E isso tem tudo a ver com o Rio de Janeiro, resumido em um só exemplo. Até a desgraceira da Lava Jato, o estado despontava como o maior centro de tecnologia e inovação do país puxada pela indústria do petróleo e gás, tendo a Petrobras à frente.


A exploração do pré-sal inauguraria um ciclo virtuoso que demandou investimentos pesados em infraestrutura naval e de terra, que empregou diretamente os trabalhadores com bons salários, pressionou pela abertura de centros de ensino para formação de mão de obra qualificada para a área e gerou aumento de arrecadação dos municípios, principalmente os da região do entorno da Baía de Guanabara e do leste fluminense.


Como era bom ouvir de um peão: “Doutor, tô tirando 7 contos (R$ 7 mil) como soldador na plataforma!” Bons tempos quando o Rio produzia plataformas. Hoje são feitas em Cingapura. Mas isso pode ser revertido.


Por isso é de extrema importância que, além de Lula, elejamos representantes em Brasília comprometidos com o país e com o Rio de Janeiro naquilo que sabemos que dá certo. Nós vamos retomar o caminho da prosperidade.


São as eleições das nossas vidas. As mais importantes da história do Brasil.


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Hoje, 02 de janeiro, é Dia do Médico Sanitarista, minha formação profissional. Parabéns a todos companheiros e companheiras de luta. Viva a ciência! Viva o SUS!

Dimas Gadelha é médico sanitarista, secretário de Gestão e Metas de Maricá e ex-secretário de Saúde de São Gonçalo.




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