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Auxílio Brasil e o cordão dos canalhas - por Helcio Albano


Eles/Foto: Reprodução
Eles/Foto: Reprodução

O Auxílio Brasil (AB) substituiu o Bolsa Família (PBF) e dele herdou as 15 milhões de famílias beneficiárias do extinto programa. Elas passarão a receber, a partir do dia 17, um valor médio de R$ 230 que pode chegar a R$ 400 a partir de dezembro, caso o Senado confirme a Câmara dos Deputados e aprove em definitivo a perversa e escandalosa PEC do Calote (Precatórios).


A proposta, já desde o nascituro imunda e vergonhosa, mergulhou de vez na lama os 323 parlamentares que toparam dizer sim, na última terça (09/11), à maior pilhagem de dinheiro público da história do país, que implode o teto de gastos e facilita a vida da besta rumo à reeleição, agora abrigado no PL do impoluto Valdemar Costa Neto.



Tudo é tão, mas tão nojento, que preciso controlar minha indignação para achar as palavras adequadas a expressá-la, sem ter com isso um piripaque hipertenso que sou.


A caraça da canalha nem arde ou cora. Os mesmos canalhas que dia desses maldiziam a “esmola petista” e chamavam os beneficiários do PBF de vagabundos, agora, com a desfaçatez dos apóstatas, aos pobres e miseráveis se referem como “irmãos” e “compatriotas”, a quem se estende às mãos “nesse momento difícil do Brasil”, como se a divisão obscura do butim de R$ 93 bilhões que advirão da PEC razão não fosse dessa humanidade mequetrefe tardia engana-trouxa.




São canalhas porque além de hipócritas são oportunistas. Também são corruptos porque se locupletarão de dinheiro que já tinha dono: velhos aposentados, professores e todos aqueles com ganho de causa em última instância na Justiça contra a União, que deveria pagar o que lhes deve em 2022 após dez, vinte anos de espera, e que só o fará no ano seguinte por causa da manobra orçamentária covarde do coisa ruim em conluio com o que há de mais nefando no Congresso Nacional.


Tudo isso sob liderança firme e resoluta do "gângster das Alagoas", Arthur Lira (PP), acumpliciado da mídia hegemônica que do escândalo solta apenas murmúrios resignados. Muito diferente da grita geral de jornalistas contra o “Mensalão” e as “pedaladas fiscais”, que insuflava a população, sobretudo a classe média, contra os governos do PT.


Mas talvez essa complacência da mídia faça sentido, já que esse dinheiro não sairá do que está reservado ao pagamento de juros da dívida aos bancos e à banca, não é mesmo?



Plus

O coisa ruim joga o jogo e usa o que tem à mão a seu favor. Neste caso, a caneta, que vai nomear nada mais, nada menos, que 75 desembargadores nas cortes federais de todas as regiões do país.


Será que lá atrás conservadores foram indicados pelo PT? Caiu no meu colo, querem que eu faça o quê? Será por caráter técnico, tá?! Pode ter certeza disso. Não vai ter aparelhamento de nada não, pode ter certeza. Vamos usar a caneta BIC para o bem”, disse a besta em regozijo para sua horda de fanáticos.


Agora imagina 75 Aras ou Nunes Marques nas cortes federais, imaginou? Chupa PT!


E tem gente que acha que só eleição será suficiente para acabar com esse pesadelo...


Bônus

E o Moro, hein? Putz...


Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.