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Dupla de aloprados pede a donos de supermercados congelamento de preços

Pedido desesperado pode configurar crime eleitoral e contra a economia. Medida semelhante é tentada com combustíveis


Por Helcio Albano

Bozo, na lona, e Guedes, o pirado/Foto: Reprodução
Bozo, na lona, e Guedes, o pirado/Foto: Reprodução

A dupla de aloprados, Coisa Ruim & Coisa Pior, que há três anos e meio toca o terror nos palcos do Alvorada e da Esplanada, em Brasília, pediram a empresários do setor de supermercados que segurem os preços dos alimentos pelo menos até 2023 para o "bem do Brasil".


A fala do ministro de mentirinha da Economia, Paulo Guedes, o terror dos pobres, foi feita por videoconferência durante o 2° Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), realizado nesta quinta (9), e soou como uma súplica desesperada em socorro do excrementíssimo, que caminha a passos firmes para ser defenestrado da presidência em 2 de outubro, segundo as pesquisas.


“Vamos dar uma trégua de preços, vamos confiar um pouco no Brasil, vamos apertar o cinto um pouquinho”, pediu Guedes, sinalizando que em 2023, caso bozo vença, a boiada inflacionária estará liberada. E que se dane o povo, óbvio.



Dentre os delitos de bolsoguedes, podem estar: sugestão de crime contra a ordem econômica, mais um estelionato eleitoral que se soma ao dos combustíveis e pedido indireto para que empresas deem dinheiro para a reeleição.


Medida semelhante de represamento de preços este ano pra beneficiar o capitão preguiçoso, que prevê corte de impostos e subsídios de combustíveis, tramita no Congresso. E foi batizada com em homenagem à dupla: PEC Aloprada.


Mas tudo indica que a rapaziada da Abras não será solidária ao pleito. Os supermercados estão bem mal das pernas. De acordo com o IBGE, em levantamento divulgado nesta sexta (10), o setor amargou uma queda nas vendas de 1,4% só em abril.


Com a disparada nos preços dos alimentos, os supermercados têm obtido desempenho pífio este ano. A receita nominal do setor subiu, por causa da inflação. Mas o volume de vendas patina com forte tendência de cair ainda mais nos próximos meses.

 

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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.



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