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'Não tenho culpa. Nada posso fazer' - por Dimas Gadelha


Tudo será destruído/Foto: Reprodução
Tudo será destruído/Foto: Reprodução

Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência!


Que vergonha, prefeito!


O “Capitão Mentira” correu para o jornal e assumiu o que todos já sabíamos e que ele tentou, através de um grande “teatro”, esconder : a verdadeira posição do seu governo é a favor da destruição do Clube Tamoio e do favorecimento dos interesses dos empresários da cidade.


Na entrevista que o “Capitão Mentira” deu , diz que “jogou a toalha”, e que não pode fazer nada em relação ao Tamoio.


Que ato covarde, prefeito! Você pode sim!


Se quisesse, entrava com pedido de desapropriação do imóvel para dar destinação correta ao Clube nas áreas de esporte, cultura e lazer, sua vocação, além de preservar uma história potente de mais de 100 anos.


Não podemos jogar tudo no lixo por causa de interesses empresariais. O dever do poder público é preservar e defender o interesse público.


Como tudo nesse governo é fake, o veto se provou uma grande mentira. O Capitão Mentira acha o Tamoio um elefante branco igualzinho aos que querem destruí-lo!


Tudo jogo de cena! Conversa para boi dormir. O modus operandi do “Capitão Mentira” é o mesmo dos seus aliados políticos (Bolsonaro e Cláudio Castro). A estratégia deste grupo político é nunca assumir responsabilidades, sempre culpar terceiros, priorizar empresários e jamais defender o coletivo.


“Nada posso fazer. Não é minha culpa!" É isso que está na entrevista!


Vou te dizer, prefeito, o que daria pra fazer com o Tamoio se você realmente amasse a cidade:


1- Museu do Carnaval - espaço preservado para contar a história do Clube que brilhou nós desfiles de fantasias de luxo transmitidos até pelas TVs;


2- Espaço de Convivência e Lazer: onde poderia cobrar pequena taxa para o uso da piscina e demais estruturas do Clube, além da exploração comercial do mesmo;


3- Espaço para Shows, feiras e demais eventos com tarifas convertidas para o mesmo,


4- Locação de espaços para festas privadas,


5- Criação de um grande centro de reabilitação para o município com uso de parte da estrutura do mesmo;


6- Destinação de parte do espaço para fazedores de artes e feira artesanal, com criação de estratégias com fins de promover a cultura do município bem como arrecadar receitas para manutenção do espaço;

8- Utilização do espaço para criação de cursos profissionalizantes, bem como criar uma creche municipal no mesmo;

9- Criação de um espaço de lazer para os funcionários públicos do município;

10- Criação de um escola pública destinada a revelar novos talentos em diversas áreas esportiva e culturais . São Gonçalo sempre revelou profissionais de sucesso nesta área como por exemplo no futebol;


11- Criação de um grande equipamento de combate à obesidade e sedentarismo ( SG possui hoje uma alta taxa de hospitalização por doenças crônicas e vasculares que poderia ser evitadas com incentivo ao combate do sedentarismo e obesidade);


12. Criação de Centro de Formação em Audiovisual, tendo a parceria da galera do Cine Tamoio;


13. Criação do Centro de Artes Marciais e de Convenções do esporte.


Enfim, são inúmeras as possibilidades. O Tamoio é um rico equipamento e possui uma grande estrutura. Alguns destes projetos podem e devem ser explorados por parcerias públicas e privadas, inclusive atividades comerciais.


Lembro ainda que o município recebeu R$ 1 bilhão da venda da Cedae e que os investimentos para desapropriar aquele espaço como interesse público são infinitamente inferiores a essa cifra.


Aposto que o número de empregos criados seria muito superior aos da implantação de um possível supermercado conforme já foi noticiado.


Lamentamos que o interesse público tenha sido silenciado pela falta de visão, limitação e passividade do prefeito, bem como pela ambição daqueles que há várias décadas exploram essa cidade.


É triste, revoltante e lamentável tudo isso que está acontecendo.


São Gonçalo não merece!

 

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Dimas Gadelha é médico sanitarista, secretário de Gestão e Metas de Maricá e ex-secretário de Saúde de São Gonçalo.