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Quando a ideologia fala mais alto que a razão

Por Rofa Araújo


Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Quando falamos em “ideologia”, palavra bem difundida hoje em dia, estamos nos referindo “a um conjunto de crenças ou filosofias atribuídas a uma pessoa ou grupo de pessoas”. Mas essas crenças ou ideias não são necessariamente medidos pela razão.

        

Imagine uma pessoa ou grupo propagar que a Terra é plana sem o menor sentido ou aparado pela ciência, ou mesmo, em tempos de auge da pandemia dizer que a vacina não funciona e que tratamento precoce é mais recomendado sem o aval dos pesquisadores ou médicos por mero “achismo”. Isso é uma ideologia e que vai aquém da razão.


       

Também podemos destacar os preconceitos contra negros, índios e homossexuais que vêm sem o menor conceito e por pura falta de respeito com o próximo mesmo, tudo baseado em ideias enraizadas ao longo do tempo na sociedade, de gerações familiares ou mesmo por propagação religiosa.

        

Assim, essas ideias bem fechadas e peculiares de uma pessoa ou grupo não é algo racional e, sim, uma séria de ideologias, na maioria das vezes sem fundamento, e que pode transformar uma sociedade em um campo de guerra sem o menor cabimento.

        

Um dia desses assisti um vídeo nas redes sociais em que o repórter pergunta a um manifestante que estava em frente dos quartéis, próximo ao dia 8 de janeiro de 2023, se ela achava dentro da lei pedir que o Exército assumisse o lugar de um governo eleito democraticamente nas Eleições de 2022. Simplesmente a senhora falou com todas as letras:


“É dentro da lei sim e liberdade de expressão. A esquerda que diz ser contra a lei, mas não é”.

É algo desprovido de qualquer razão. Um delírio coletivo, sem nada real, apenas ideias difundidas por um grupo via WhatsApp ou redes sociais e encaminhada como se fosse autêntico e não fake news.   


E como lidar com um povo desses que mais parece uma loucura coletiva sem o menor senso de realidade? Essa nem Freud explica, mas precisamos respirar fundo e combater com a verdade doa a quem doer. Se a ideologia for mais forte e continuar, pelo menos fizemos a nossa parte!


**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Editora JORNAL DAKI


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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo.


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