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Rússia e Ucrânia - As disputas por hegemonia

Douglas Tavares e Edir Tereza dos Reis

Invasão russa já levou mais de 1 milhão de pessoas a deixar Ucrânia/Foto: Agência Brasil - Reuters
Invasão russa já levou mais de 1 milhão de pessoas a deixar Ucrânia/Foto: Agência Brasil - Reuters

A sociedade mundial vive um momento histórico de grande tensão, e que certamente estará presente nos próximos livros didáticos das Ciências Humanas. Como se não bastasse o mundo vivendo a pandemia da Covid-19, a Rússia, uma das maiores potências nucleares, decide atacar a Ucrânia para manter a hegemonia político militar no leste europeu, gerando inquietações e manifestações em todo planeta.

Para o autocrata Vladimir Putin, a Ucrânia, com quem mantêm laços históricos e sociais, ocupa uma posição estratégica nas disputas geopolíticas entre EUA e Rússia mediados pela OTAN, e Putin afirma que a Ucrânia não deve fazer parte da OTAN e nem da União Europeia, abalando a democracia da Ucrânia e do líder judeu ucraniano Volodymyr Zelensky, eleito por mais de 70% da população.

A Ucrânia, por outro lado, defende sua soberania e reafirma o objetivo em participar da OTAN e da União Europeia. As potências econômicas mundiais (EUA e Europa) utilizam mecanismos de coerção para frear a Rússia. Nesse jogo de interesses, as forças militares substituem as relações diplomáticas e a razão dá lugar à barbárie.

É legítima a soberania da Ucrânia. Ainda assim, a Rússia consegue a solidariedade do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, além do apoio de países como Belarus, Venezuela, Nicarágua e Síria. O que é um agravante, diante da tragédia iminente.

Daki da Educação, lembrando Paulo Freire, deve-se indignar diante da barbárie que é assistido nas mídias: escolas destruídas ou danificadas pela guerra, deixando milhares de crianças sem estudo, refugiados em trens lotados e civis mortos. Em São Gonçalo também é vivenciado a violação aos direitos com o novo Plano de Carreira do Magistério. Nessa conjuntura, precisa-se desnaturalizar a violação sociais e dos humanos.

De acordo com Jean-Paul Sartre, “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Nesse sentido, as consequências de uma guerra são desoladoras. Além das perdas humanas e materiais, muitas crianças e adolescentes são impedidos de seguirem em ambientes escolares e de avançarem no meio acadêmico, tardando ainda mais, a recuperação do país atingido. Portanto, a busca pela democracia e pela paz devem ser sempre as opções de quaisquer nações, para garantir a prosperidade da sua população.

Como educadores e com a força da palavra, unimo-nos aos milhares de soviéticos que na praça de Berlim clamam pela paz - Paz na Ucrânia! Paz em São Gonçalo! Paz no mundo! O século XXI clama por paz!

Colaboraram: Hélida Gmeiner e Sirley Teresa dos Reis.

 

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Edir Tereza - Orientadora Pedagógica e Supervisora Educacional. Pedagoga, Psicopedaga e Neurociências. Mestranda em Ensino das Ciências, membra do Coletivo ELA – Educação Liberdade para Aprender e colaboradora da Coluna "Daki da Educação", publicada às sextas.

Douglas Tavares é Licenciado em Letras e com Segunda Licenciatura em Pedagogia, História e Filosofia. Pós-Graduado em Letras e Pedagogia. Professor Universitário e de Educação Básica em redes Pública e Privada, membro do Coletivo ELA – Educação Liberdade para Aprender e colaborador da Coluna "Daki da Educação", publicada às sextas..





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