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As atrizes que 'piraram o cabeçote' com o bolsonarismo

Se tornaram apoidoras fanáticas do reacionarismo e do extremismo político

Betty Faria, Regina Duarte e Cássia Kis se converteram ao bolsonarismo. Foto: Reprodução
Betty Faria, Regina Duarte e Cássia Kis se converteram ao bolsonarismo. Foto: Reprodução

DCM - A atriz Betty Faria (82) se converteu ao bolsonarismo e tem sido criticada após associar um grupo de assaltantes de Copacabana (RJ) ao programa Bolsa Família. Em publicação no X (ex-Twitter), ela compartilhou um vídeo de criminosos e afirmou que eles são “os filhos do Bolsa Família que não fez controle de natalidade”.


Ela já havia sido associada ao bolsonarismo por Bruno Gagliasso no ano passado, quando defendeu Patrícia Poeta por conflito com Manoel Soares no programa “Encontro”, da Globo. Na ocasião, ela disse que a apresentadora estava sendo alvo de uma “campanha”.


Gagliasso respondeu sua publicação e disse que ela havia se tornado “uma nova Regina Duarte”. “Vem aí uma nova Regina Duarte? Beth Duarte ou Regina Farias”, ironizou.

Regina Duarte aparece catando caixas de papelão em rua de SP. Reprodução/Instagram
Regina Duarte aparece catando caixas de papelão em rua de SP. Reprodução/Instagram

Regina Duarte, aliás, é um dos casos mais emblemáticos da conversão ao bolsonarismo. Ela, que se tornou secretária da Cultura durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu uma promessa de que passaria a trabalhar na Cinemateca Brasileira, mas nunca chegou a assumir nenhum cargo na instituição.


A ex-atriz diz que ficou “no limbo” após o episódio e relatou que tem sido rejeitada pela classe artística por sua proximidade com Bolsonaro. Atualmente, ela tenta emplacar uma carreira como artista plástica e foi vista, em novembro, catando papelão na rua.



Cássia Kis é outra convertida. Ela chegou a participar de atos golpistas a favor do ex-presidente e até repassa fake news em grupos de WhatsApp. A atriz foi demitida da TV Globo no início deste ano após polêmicas e uma série de reclamações de colegas da emissora.



Ela se tornou defensora da criminalização do aborto e ficou isolada da classe artística após discurso de teor homofóbico durante live. “Não existe mais o homem e a mulher, mas a mulher com mulher e homem com homem, essa ideologia de gênero que já está nas escolas”, afirmou ela em transmissão com a também bolsonarista Leda Nagle.


A atriz Elizangela. Foto: Reprodução/Globo
A atriz Elizangela. Foto: Reprodução/Globo

Conhecida por papéis marcantes em novelas da Globo, a atriz Elizangela do Amaral Vergueiro é outra que fez parte desta lista. Ela, que era antivacina e não tomou nenhuma dose do imunizante, morreu em novembro de 2023, aos 68 anos, após sofrer parada cardiorrespiratória.


Elizangela chegou a ser cortada da novela “Travessia” (2022), após convite da autora da trama, Gloria Perez, por ter se recusado a tomar a vacina. Durante as eleições do ano passado, ela compartilhou fake news sobre o então candidato Lula e lamentou sua vitória na disputa.


A atriz portuguesa Maria Vieira. Foto: Divulgação/TV Globo
A atriz portuguesa Maria Vieira. Foto: Divulgação/TV Globo

Outro caso curioso nessa lista é o da atriz portuguesa Maria Vieira, que anunciou seu retorno à televisão brasileira em 2022 e chegou a tirar o visto de trabalho no país, mas foi cortada da novela “Travessia” por apoiar o então presidente. Ela já tinha trabalhado em três produções da emissora: “Negócio da China” (2008), “Sete Vidas” (2009) e “Aquele Beijo” (2013).


A atriz afirmou que foi “alvo de perseguição, de discriminação e de cancelamento” por apoiar Bolsonaro. “Sou uma atriz conservadora, de direita e sou apoiadora do presidente Jair Bolsonaro. Acredito que esses teriam sido os motivos pelos quais fui afastada do elenco daquela que seria a minha quarta novela”, afirmou na ocasião.


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