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Audiência termina sem acordo e greve dos garis continua

Garis se reuniram em assembleia em frente ao prédio do Tribunal do Trabalho no Centro do Rio na tarde desta quarta (30)


Foto: Reginaldo Pimenta/Agência O Dia
Foto: Reginaldo Pimenta/Agência O Dia

O Dia - A greve dos garis, que completou três dias nesta terça-feira (30), ainda está sem perspectivas de resultar em algum acordo. Após duas rodadas de negociações, o Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro (Siemaco/RJ) e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) não chegaram conseguiram alinhar as demandas. Em novo capítulo da queda de braço, durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o sindicato da categoria não aceitou a nova proposta feita pela Comlurb e manteve a paralisação.


De acordo com o secretário geral do Siemaco/RJ, Antonio Carlos da Silva, a Comlurb ofereceu como proposta de reajuste salarial 6% no mês de março e outros 2% em agosto, completando o valor a ser reajustado quando os outros servidores da administração direta serem reajustados no final do ano. Além disso, foi oferecido aumento de 3% em cima do tíquete de refeição.


Logo após a audiência, durante assembleia na porta do TRT, os garis decidiram por manter a greve. Com isso, está mantida pela categoria apenas a limpeza dos hospitais, escolas e feiras livres.


“Vamos convocar uma nova assembleia com a categoria até o final da semana. São os trabalhadores que vão decidir os rumos que vamos tomar”, ponderou Silva.


Durante a primeira audiência, a Comlurb ofereceu 5% de reajuste salarial (a proposta anterior era de 4%), sendo outra parte dada no mês de novembro. Essa oferta também não foi aceita pela categoria. “A Comlurb, insistindo no conflito, tenta induzir a Justiça contra o nosso legítimo movimento. Mas a realidade que não consegue esconder é que estamos há 3 anos sem qualquer reajuste, com uma perda de mais de 19% em nosso poder de compra devido à inflação do período”, disse nota do sindicato, antes da audiência de conciliação.


“Nós pedimos 25% de reajuste salarial e o mesmo valor em cima do tíquete de refeição. Outro pedido é que seja dada a insalubridade às Agentes de Preparo de Alimentos, que são as funcionárias da Comlurb que fazem merendas nas escolas da prefeitura”, explicou Silva.


Enquanto o problema não é solucionado, várias ruas da cidade sofrem com o acúmulo de lixo. Na noite desta terça-feira, grupos de homens como s rostos cobertos foram filmados espalhando lixo acumulado na Zona Sul. Alguns deles chegaram a ameaçar garis que trabalhavam. O prefeito Eduardo Paes compartilhou as imagens que mostram a ação do grupo em suas redes sociais e os chamou de “marginais” e “delinquentes”.

Procurada, a Comlurb ainda não se pronunciou sobre a decisão pela manutenção da greve.

 

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