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Consignado do auxílio é exploração da miséria? Tá, e daí? - por Helcio Albano


O bozo é um canalha. Isso a gente já sabe. Mas não é um canalha qualquer. É um canalha cruel. De mentalidade tipicamente miliciana. Aquele que tudo dá aos parça que têm de fato o poder real. E tudo tira dos famélicos mais miseráveis desse mundo de meu Deus. Até suas tripas atrofiadas pela fome.


Virou lei nessa semana uma MP editada pelo excremento humano que, na prática, institucionaliza a agiotagem no Auxílio Brasil (AuBr). É assim: banqueiros picaretas põem na cara do sujeito já em situação vulnerável 2 contos livres pra ele pegar de modo imediato. Quem não pega? "Grana fácil na minha mão pro governo pagar", raciocina aquele que tá desempregado, com fome, endividado e "empoderado" com R$ 600 até dezembro.



O pulo do gato pra encher de dinheiro - o nosso dinheiro - as burras desses pilantras foi o aumento da margem do consignado para 40% em cima dos R$ 400 originários do AuBr e terem jogado os juros nas alturas. Para se ter uma ideia, os juros do consignado comum para os servidores públicos e aposentados não passa de 27% anuais. Para os infelizes e desesperados do AuBr, os juros serão de 90% e o céu é o limite pra agiotagem oficial.


Matemática simples: pega os 2 mil agora, paga R$ 160 por mês e sobram R$ 440 até dezembro. Depois disso, caso o demônio logre êxito com seu maligno estratagema eleitoral (toc, toc, toc!), sobra apenas R$ 240 pro cara se virar, já que voltam a ser pagos os R$ 400. Quando ele perceber que foi cilada, e que está escravizado ao banco por muito tempo ainda, já é tarde.


Faz parte da natureza do capitalismo explorar a miséria. Mas isso aí já é demais...


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.