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Depois de muita pressão, Prefeitura de SG anuncia ações contra o caos das chuvas

Ações são anunciadas pelo prefeito capitão Nelson com uma semana de atraso


Por Rodrigo Melo

Dimas, prefeito, Josemar e Romario protagonizam as atenções em meio à crise/Foto: Reprodução
Dimas, prefeito, Josemar e Romario protagonizam as atenções em meio à crise/Foto: Reprodução

Três temporais em menos de uma semana castigaram São Gonçalo e geraram o caos em vários pontos da cidade, com enchentes que desalojaram centenas de famílias, e deslizamentos que até esta quarta (15) deixaram quatro vítimas fatais nos bairros do Vila Lage (uma jovem de 22 anos) e Engenho Pequeno (três pessoas da mesma família).


Mas apenas nesta terça (14) a Prefeitura de São Gonçalo anunciou medidas mais efetivas para amenizar o sofrimento da população, decretando estado de emergência no município, e instituindo políticas de acolhimento às famílias desalojadas e residentes em áreas de risco, através de auxílio habitacional (aluguel social), que iniciou o cadastramento nesta quarta (15).


As ações do Município anunciadas pelo prefeito capitão Nelson (PL), porém, vieram após muita pressão da população nas redes sociais e na imprensa, mas principalmente de políticos de oposição ao governo, que criticaram fortemente a lentidão da Prefeitura em responder ao caos que se instalara com as fortes chuvas que começaram a causar transtornos aos munícipes já na terça (7) da semana passada.



Os deputados federal e estadual Dimas Gadelha (PT) e Prof. Josemar (Psol), virtuais adversários do atual mandatário nas eleições de 2024, esolheram o Twitter para cobrar ações do prefeito ainda no início da noite da terça (7).



O chefe do executivo só se pronunciaria, porém, próximo à meia-noite quando a tragédia já estava instalada e a população sofria com falta de informação oficial da Prefeitura sobre o que fazer em meio à destruição flagrada em vídeos que inundaram as redes sociais.



Já o vereador Romario Regis (PDT) escolheu o Instagram e o TikTok para acompanhar em tempo real e in loco as ações coordenadas pela Defesa Civil que, segundo o parlamentar, encontrou dificuldades de atuação devido ao baixo efetivo de servidores na autarquia após as reformas adminsitrativas promovidas pela atual administração municipal.



Na segunda (13), a crise escalou ainda mais, com a invasão do Hospital Luiz Palmier e do Pronto Socorro Central , no bairro Zé Garoto, pelas águas feito catarata registradas em imagens que chocaram a população.


Novamente o prefeito foi cobrado e criticado por não ter um planejamento de gestão de crise para evento tão comum na cidade e plano de obras estruturantes para resolver o problema de décadas no município, mesmo tendo recursos disponíveis em caixa para fazê-lo com o dinheiro repassado à Prefeitura como outorga da concessionária de saneamento Águas do Rio que adquiriu os serviços da Cedae.


No final da tarde desta quarta, o prefeito anunciou o cancelamento Carnaval.


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