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Dia dos Avós: uma doce presença que fica amarga com a ausência - por Rofa Araújo


Foto: Bigstock
Foto: Bigstock

O Dia 26 e julho é comemorado o Dia dos Avós. Uma data bem especial na vida daqueles que, após serem pais, tem aquele desejo ardente de ser avô e avó, dado prosseguimento à família e nova geração.


Dizem por aí que “Os avós são pais com açúcar”. Será mesmo? Se imaginarmos que os pais têm a responsabilidade de educar, corrigindo doa a quem doer, literalmente falando, então é uma grande verdade.


E os avós, quais são suas funções? Curtir os netos, fazendo deles um passatempo delicioso, muitos regados a doces de verdade, realizando as suas vontades. Maldade é dizer que eles “deseducam”. E naquelas famílias que acabam criando os netos como criaram os filhos, o que dizer?


Lembro de meu avô paterno, Martinho, português nascido na Ilha da Madeira e de suas conversas e viagens, embora tenha falecido quando era ainda adolescente. E dos avós maternos, Pedro e Carolina, com quem convivi mais, em especial a querida vovó Carola, com quem muito conversei e adorava beber de sua sabedoria, que nos deixou órfãos quando faleceu aos 96 anos de idade, de maneira surpreendente, sem estar acometida de doença, mas apenas de sua idade avançada.




Como é bom poder aprender com a sabedoria de quem já viveu situações que jamais passamos na vida. E isso não vem somente de quem possui os mais diversos cursos e títulos, mas quem simplesmente foi formado pela vida.


Parabéns a quem é avó ou avô, até mesmo os que começaram cedo e já são bisavós. E para os que ainda os tem, aproveite enquanto pode usufruir de tanto doce na vida.


Então, se os avós são “pais com açúcar”, quando os perdemos, a vida passa do doce ao amargo com suas ausências. E Deus certamente os criou para que a vida seja mais adocicada, com tanto fel pela frente que enfrentamos...

 

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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo.





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