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Justiça mantém prisão de suspeito de feminicídio em Maricá

O corpo da jovem foi encontrado no último dia 30, numa área de matagal na Estrada dos Cajueiros, após a vítima ficar uma semana desaparecida


Gustavo Diniz Frazão Foto: PCERJ/Divulgação
Gustavo Diniz Frazão Foto: PCERJ/Divulgação

A Tribuna - A Justiça manteve, no último domingo (5), a prisão de Gustavo Diniz Frazão, acusado de ter matado a adolescente Maria Eduarda de Oliveira Ramos, em Maricá. O corpo da jovem foi encontrado no último dia 30, numa área de matagal, na Estrada dos Cajueiros, em Maricá, após a vítima ficar uma semana desaparecida. O suspeito foi preso pela Polícia Civil, na última sexta (3).


Durante a audiência de custódia, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que representa a acusação, pediu a manutenção da prisão do acusado. Já a defesa, representada pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPERJ), foi requerida a comunicação acerca da prisão ao juízo natural, pois a Central de Audiências de Custódia (Ceac) não teria competência para analisar a legalidade da prisão.



A audiência foi conduzida pelo juiz Pedro Ivo Martins Caruso D’Ippolito. Primeiramente, ele determinou que Gustavo permanecesse algemado durante a audiência, em virtude da situação recente de flagrância, dimensões da sala de audiências, bem como pela necessidade de preservação da integridade física dos presentes.


Em seguida, o magistrado decidiu pela manutenção da prisão de Gustavo. D’Ippolito reiterou que cabe à Ceac avaliar os requisitos formais do mandado de prisão, além de determinar a apuração de eventual abuso estatal no ato prisional. Ele frisou que o mandado de prisão contra Gustavo estava dentro da validade e que não houve revogação da decisão que determinou a prisão temporária.


“Ante o exposto, sem prejuízo de posterior análise pelo juízo natural, mantenho a prisão do custodiado”, decidiu o juiz.


Investigação - Responsável pela investigação, o delegado Augusto Motta Buch disse que há “elementos contundentes”, que apontem Gustavo como autor da morte da jovem.


“A gente acredita que em cerca de duas semanas, quando os exames periciais tiverem terminado, a gente encaminhe esse inquérito relatado para a Justiça. Estamos na dependência de laudos complementares do laudo de necropsia para saber qual foi a causa da morte”, disse Motta.



Ainda de acordo com o delegado, a abordagem de Gustavo foi “tranquila” e sem reação.


Segundo Motta, a advogada do rapaz disse que o suspeito estava disposto a se entregar na última quinta (2). A Delegacia já estava com a equipe mobilizada, na rua, buscando-o, “em todos os lugares possíveis”. “A investigação sobre o crime começou há cerca de uma semana, quando a família comunicou o desaparecimento de Maria Eduarda na DHNSG”, destacou.


“De imediato, nós iniciamos as diligências, a fim de encontrar o paradeiro dela. Logo no início, percebemos a grande probabilidade de já estar morta, o que se confirmou no dia 30, quando o corpo foi encontrado em Maricá”, relatou o delegado. Ele complementou ainda que, naquele mesmo dia, por causa de todas as diligências que a Polícia Civil já havia feito, foi possível identificar o autor do crime.


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