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Professor pede que sociedade pressione por revogação do novo Ensino Médio

Pesquisador da USP, Daniel Cara, afirma que estudantes de escolas públicas são prejudicados com nova política de ensino aprovada no governo temer

Daniel Cara/Foto: Reprodução Carta Capital
Daniel Cara/Foto: Reprodução Carta Capital

O professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e um dos maiores pesquisadores da área, Daniel Cara, defende que o Novo Ensino Médio, que já começou a ser implementado no país, seja revogado pelo presidente Lula. A reforma do ensino foi proposta e aprovada durante o governo Temer, em 2018.


Cara afirma que os estudantes das escolas públicas sairão prejudicados com a nova política de "itinerários de aprendizagem", que não valorizam áreas das ciências humanas e da natureza, fazendo coro com outros profissionais da educação, sindicatos e ativistas.


“Não vai ter médico da periferia. Há escolas nas periferias de São Paulo, das grandes capitais, que não estão oferecendo o itinerário de Ciências da Natureza. A reforma é uma falta de fé no povo brasileiro”, disse o pesquisador em entrevista ao canal Fórum.



Como a reforma foi feita através de Portaria, o governo Lula poderia revogar a reforma, mas o ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE), tem sido reticente sobre o tema.


O chefe da pasta chegou a prorrogar algumas fases da implementação do Novo Ensino Médio, mas manteve a maior parte do calendário do governo Bolsonaro para o tema. Depois, Santana voltou atrás na prorrogação.


O professor, neste cenário, reforçou que a revogação do Novo Ensino Médio é essencial e que irá pressionar o governo, embora elogie ações do governo Lula no campo educacional, como a revisão do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que não era alterado desde o governo Dilma.


"Se não for possível dialogar com o Ministério da Educação, a gente vai para a sociedade, para o debate público. Isso é inerente à democracia, não existe ônus para isso. Pelo contrário, isso é positivo", finaliza.


Com Revista Fórum.


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