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Receba e pratique a solidariedade - por Rofa Araújo


Foto: Juan Pablo Rodriguez via Unsplash
Foto: Juan Pablo Rodriguez via Unsplash

Um mundo sem amor ao próximo é um mundo frio, como um iceberg que esconde a sua maior parte para baixo d’água sem deixá-la vir à tona. Assim acontece com grande parte da humanidade que despreza a solidariedade, afundando-a em seu interior para não se tornar emocional e deixar o lado racional acima de qualquer coisa.

Numa sociedade que não cuida de seus problemas e que prefere não ver o que é tão nítido e transforma a todos em pessoas à margem da vida, abandonadas. Como pode isso ocorrer em pleno século XXI? Onde se encontra a modernidade? Ela evoluiu em alguns aspectos e regrediu em outros? Não. A sociedade está “atenta” sim, aos seus problemas que, como feridas, sempre sangram em momentos ou outros. O que lhe interessa é amenizar seu sofrimento, mas não a dor por completo, porque é ali que está a motivação política para “novos” projetos que são os mais antigos do mundo.



É inacreditável como a humanidade pode viver em guerra, pobreza, terrorismo, ganância de uma forma tão fria que prefere que estes sejam motivos de sobra para arrecadar prestígio, poder, aniquilando os mais fracos de maneira arbitrária. Este é o “mundo” real em que vivemos, onde até mesmo as ações solidárias são milimetricamente planejadas para que todos a vejam como “bondade” de entidades, países ou mesmo pessoas e não ações sem interesse, altruístas, para o bem comum puro e simples.

O que podemos fazer em meio a esta lama toda? Vamos ser mais desapegados às coisas materiais que no fundo parecem um “câncer” infestado pelo mundo, motivando todas as mazelas existentes nos menores recantos do “submundo” carente, deste mundo que parece somente para os ricos. Não adianta os donos do poder pensarem que os “subalternos” são idiotas e submissos. Estes são necessários para o funcionamento da vida de quem manda e se estiverem unidos, podem conseguir coisas nunca antes sonhadas: um mundo melhor e mais justo para todos.



Ações e “ações”. Para quem necessita, basta agir, buscar que irá conseguir algo melhor em sua vida; para quem quer aparecer às custas de “ações homeopáticas”, somente com o objetivo de iludir e barganhar “coisas” para si, precisam de mais seriedade e agir com total desprendimento para com o seu semelhante. Ninguém sabe o dia de amanhã. As posições de hoje nem sempre são as do futuro.

Os problemas da humanidade são muitos. O que falta é interesse no homem e a sua atenção real com o próprio homem para que ele deixe de ser “solitário” para se tornar um “solidário” um do outro. Dar uma mão, dar atenção. Tudo em prol de nós mesmos. Quem ajuda o próximo, ajuda a si mesmo. Receba e pratique de coração aberto, a solidariedade para com os seus irmãos da mesma raça humana. É a solidariedade verdadeira, a palavra de ordem para um mundo de paz, amor e esperança!

 

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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo.