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Seminário discute os impactos da venda da Cedae em São Gonçalo

A sociedade civil de São Gonçalo através de representantes dos movimentos populares se organizam para debaterem Saneamento básico e seus impactos na Cidade


Via Alberto Rodrigues


Reprodução Internet/Sim São Gonçalo
Reprodução Internet/Sim São Gonçalo

Durante a semana de 23 a 28 de agosto, o Forum de Desenvolvimento Sustentável e Resistência Democrática de São Gonçalo (FDSRD-SG), composto por 44 movimentos sociais e populares, estará realizando o Seminário “Os Impactos da Privatização da CEDAE no Município de São Gonçalo – Participação Popular na Definição das Prioridades e dos Investimentos”.



Serão seis painéis com especialistas nas temáticas do saneamento básico que trarão informações e subsídios para alimentar os seis GTs de representantes dos movimentos sociais que construirão um Documento com os problemas e demandas da população, na área de saneamento básico.


O seminário acontece de segunda a sexta, pelo Canal Q-Cria, nos horários de 18h às 21h, sendo uma hora e meia para os painéis e uma hora e meia para os GTs. No sábado, dia 28, o seminário será presencial, respeitando todos os protocolos sanitários tendo como objetivo a realização da plenária de consolidação do Documento e construção de Audiências Públicas.



A meta do Seminário é intervir no Plano Municipal de Saneamento Básico que deverá orientar onde serão investidos os quase hum bilhão de reais que caberá ao município de São Gonçalo, recursos oriundos da privatização da CEDAE.


O FDSRD-SG quer intervir também na aplicação dos recursos que cabem ao governo do estado - mais de 14 bilhões de reais. “Queremos saber quanto e em que o governo vai aplicar no nosso município” provoca Sonia Jardim, liderança do FDSRD-SG.


A base do seminário é discutir o Saneamento Básico na perspectiva dos Direitos Humanos.



Queremos incluir na definição da aplicação desses recursos as especificidades da população gonçalense. Não é possível aplicar esse dinheiro sem considerar que a falta de água, esgoto e moradia digna afeta mais diretamente as mulheres pobres e a população negra. Não queremos apenas obras de superfície. Queremos que seja considerado no uso desse dinheiro, os princípios de sustentabilidade, enfim, que seja considerada a Agenda 2030, da qual o Brasil é signatário. Vamos trabalhar com esta meta,” ressalta, Sonia.



O Seminário tem apoio de parte da bancada progressista da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e da bancada progressista da Câmara Municipal de Vereadores de São Gonçalo, que estarão presentes no evento, além de especialistas do INEA, do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara, da Casa Fluminense, da Universidade Federal Fluminense, da Prefeitura de São Gonçalo e do Ministério Público, dentre outras instituições.


Mais informações

(21) 96915-7562