FLUP encerra 16ª edição com literatura das periferias no Centro do Rio
Festival termina neste domingo após cinco dias de programação; escritor gonçalense Paulinho Freitas está entre os premiados desta edição

A 16ª FLUP — Festa Literária das Periferias — termina neste domingo (27), no Centro do Rio, depois de cinco dias de debates, encontros literários, apresentações e competições culturais. A programação ocupa a Praça Tiradentes, o Teatro Carlos Gomes e outros espaços da região.
Criada em 2012, a FLUP já passou por territórios como Morro dos Prazeres, Vigário Geral, Mangueira, Babilônia, Vidigal, Cidade de Deus e Maré. Nesta edição, o festival levou ao Centro do Rio uma programação marcada pela literatura negra e periférica.
Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a FLUP 2026 homenageou Ana Maria Gonçalves, autora de Um defeito de cor e primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras. Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Kimberlé Crenshaw, Gilberto Gil, Nei Lopes e Jeferson Tenório estiveram entre os convidados.
O último dia reúne Linn da Quebrada e Vita Pereira; Antônio Pitanga, Dom Filó e Helena Theodoro; e a escritora senegalesa Ken Bugul. A programação também tem finais de slam colegial, batalha de rima, batalha do passinho e batalha de esquetes.
São Gonçalo também marcou presença na edição. O escritor e compositor Paulinho Freitas venceu a categoria Crônica do Prêmio João e Júlia do Rio com São Gonçalo de Afetos, coluna publicada há seis anos no Jornal Daki. O anúncio foi feito pelo escritor gonçalense Rodrigo Santos.

Paulinho é autor de Coisas do Tigre (2019), Coisas de Zé (2023) e Poesias pra Você (2025), publicados pela Editora Apologia Brasil.
A premiação aproxima a produção literária gonçalense da proposta que acompanha a FLUP desde sua criação: abrir espaço para autores e obras produzidos fora do circuito editorial tradicional.
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