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Milei, o porraloca hermano, e o bolsonarismo temporão

Por Helcio Albano

Ele/Foto: Reprodução vídeo
Ele/Foto: Reprodução vídeo

Os argentinos foram ao Paso, o 1º turno eleitoral deles, e deram maioria ao candidato porraloca da ultraliberal extrema-direita Javier Milei, que pode, já em outubro, matar a fatura e virar presidente com as seguintes bandeiras de campanha: regulamentar a venda de órgãos humanos e de crianças pobres na Argentina. Não, não estou mentindo.


Milei, conhecido como o "Bolsonaro argentino", antes apenas um espectro caricatural do capitão Muamba, se torna real. E esfrega na nossa cara, como verdade irrefragável, a máxima de que "tudo o que tá ruim sempre pode piorar". Além de domingo, os argentinos terão mais dois turnos, esses pra valer, pra tentar evitar a tragédia anunciada. Que santa Evita proteja los hermanos!



A popularidade das bizarrices fascistas e de extrema-direita é um fenômeno mundial e trágico onde se instalaram. Vide os 4 anos do excrementíssimo em Pindorama. E mostra, na verdade, que a ordem capitalista neoliberal se exauriu, já deu. Mas vemos pouca gente disposta em meter o dedo na ferida que gangrena nossas relações de convivência, até em família.


Os sociais-democratas não dão cabo do problema, porque nele não cabe conciliação. E pior: os liberais tendem a sucumbir e se alinhar ao monstro, como nos ensina a História. A Argentina, que vive de tensões políticas pendulares entre esquerda e direita desde Perón, pagou caro quando esse pêndulo chegou à extrema-direita nos anos 1970.


O país do Tango, que ama o drama e o trágico como elementos formadores de sua identidade, nos reserva fortíssimas emoções até o fim do ano.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.



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