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Nunca ficou tão clara a preferência do sistema por um candidato: Flávio Bolsonaro

há 36 minutos
2 min de leitura

Da Casa Branca à direção da Globo, passando por big techs, Faria Lima e TSE, episódios da campanha expõem relações de poder e levantam dúvidas sobre a igualdade de tratamento eleitoral


Por Helcio Albano


O Sistema adora o Flávio/Foto: Arte Jornal Daki com IA
O Sistema adora o Flávio/Foto: Arte Jornal Daki com IA


O bolsonarismo passou anos denunciando o sistema. Agora, Flávio Bolsonaro disputa a Presidência cercado de manifestações de apoio explícito do presidente da maior potência mundial e de empresários, de decisões judiciais controversas e encontros com dirigentes de grandes empresas de comunicação.


Na Faria Lima, executivos financiam o PL e investidores acompanham com interesse sua candidatura. No TSE, Kassio Nunes Marques mandou retirar do ar o canal Exército do Lula, enquanto André Mendonça também foi alvo de críticas por decisões envolvendo a disputa eleitoral.


A Meta entrou na história quando sua inteligência artificial permitiu conteúdos sobre Flávio, mas restringiu pedidos semelhantes envolvendo Lula no Instagram, Facebook e WhatsApp. A Justiça Eleitoral determinou tratamento igualitário. A empresa atribuiu as falhas a problemas técnicos.


O X (antigo Twitter), de Elon Musk, também entrou na história. Em testes realizados pelo Poder360, sua inteligência artificial, o Grok, recusou produzir material eleitoral para Lula, mas atendeu a pedido semelhante para Flávio Bolsonaro.


Nos Estados Unidos, a afinidade entre o bolsonarismo e Donald Trump é pública a ponto de render ao Brasil um tarifaço e sanções a autoridades da República em retaliação ao processo judicial contra Jair Bolsonaro, como o próprio governo americano registrou em documento oficial em julho de 2025.



Nenhum desses episódios, isoladamente, comprova uma articulação coordenada. A não ser olhando o time do todo.


Por isso mesmo a sucessão de fatos coloca sob escrutínio as relações entre candidatura, poder econômico, plataformas digitais e instituições.


O discurso antissistema convive, sem constrangimento aparente, com os salões do poder.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.

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