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O espetáculo nonsense do bolsonarismo no STF

Por Helcio Albano

Reprodução eX-Twitter
Reprodução eX-Twitter

A essa altura você já deve estar sabendo que os patriotários começaram a ser julgados no STF pelos crimes de tentativa e correlatos de Golpe de Estado. Que, por natureza, tem direito à vingança contra os que atuam por sua destruição.


Os primeiros zerruelas foram condenados a 17 e 14 anos, respectivamente. A PGR achou pouco. Queria a pena máxima de 30 anos. Os caras dão sorte de estarem no Brasil. Os EUA, país que tanto amam, os fuzilariam após Corte Marcial.


O julgamento, além de dar destino incensurável aos infelizes, tem revelado, através da defesa oral dos reús pelos seus advogados, a face mais profunda, bizarra e nonsense do bolsonarismo. É como se o mundo paralelo irrompesse das profundezas do inferno nas falas dos causídicos, que nos dão a dimensão real e exata da dissonância cognitiva dessa gente que quase reconduziu a besta ao Planalto.



Um ex-desembargador partiu pra cima dos ministros. Uma advogada chorou e reclamou que seu trabalho é desvalorizado. Outro foi pra lacrar. Com tanta gana de lacração, que trocou as bolas do "Príncipe", de Maquiavel, pelo "Pequeno Príncipe", de Exupéry. Não satisfeito, disse que não lavaria as mãos, como fez "Afonso" Pilatos. Esse é o bolsonarista raiz: o ignorante arrogante, orgulhoso de sua estupidez.


Como observou o professor João Cezar Castro Rocha, a lacração dos advogados acabou sendo o "lacre da cadeia de suas vítimas, isto é, clientes". E vem mais por aí.


A vingança do Estado - para a sociedade livre, Justiça - só se completará pegando os mandantes.


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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.





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