Dimas Gadelha cobra segurança, defende democracia e alerta sobre soberania em discurso no aniversário de São Gonçalo

Em ato no Patronato, deputado federal destaca R$ 4,5 milhões para o 7º Batalhão, quase R$ 1 bilhão do PAC e critica risco de retrocesso democrático e entrega do patrimônio nacional

No dia em que São Gonçalo celebrou seu aniversário, o deputado federal Dimas Gadelha (PT-RJ) discursou no bairro do Patronato, em frente à UERJ, e concentrou sua fala em três eixos: segurança pública, defesa da democracia e soberania nacional.
Gadelha destacou investimentos de mais de R$ 4,5 milhões destinados ao 7º Batalhão da Polícia Militar, recursos que, segundo ele, foram aplicados na compra de equipamentos, viaturas, drones e na qualificação dos profissionais.
“A gente sabe que em São Gonçalo hoje, o principal problema da cidade é a questão da segurança pública”, afirmou Dimas, o único representante da federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) em São Gonçalo.
O deputado creditou parte dessas conquistas ao presidente Lula. Segundo ele, mesmo com um governo estadual contrário, foram viabilizados quase R$ 1 bilhão em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para investimentos no Rio de Janeiro. Ele também mencionou obras como a reforma da Praia das Pedrinhas.
Ao abordar a eleição estadual, Gadelha foi enfático:
“Nós não podemos admitir mais um governador para ser preso.”
Ele contou que sua mãe, que mora na Paraíba, perguntou se o povo do Rio saberia escolher um governador, já que “é tanto governador preso”. Segundo ele, a última governadora que não foi presa foi Benedita da Silva. Por isso, defendeu o voto em Eduardo Paes, argumentando que o grupo político adversário teve um governador preso e, depois, “chamou o banco de reserva”.
Sobre a eleição presidencial, Gadelha elencou dois pontos que considerou inegociáveis: a democracia e a soberania.
“De um lado, tem um grupo político que sempre respeitou a democracia, que quando perdeu, perdeu de cabeça erguida. Do outro, um grupo que já flertou com o golpe, que contesta a urna. Ditadura nunca mais”, declarou.
Quanto à soberania, alertou que o interesse estrangeiro não é o bem-estar do povo brasileiro, mas as riquezas naturais.
“O Trump não está querendo saber se o brasileiro tem refeições por dia. Ele está interessado nas nossas terras raras”, disse. Segundo ele, o Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, insumo estratégico para carros elétricos, baterias e inteligência artificial.
“É a riqueza do futuro e uma oportunidade de distribuir essa riqueza para o nosso povo.”
Por fim, fez um alerta:
“Vocês sabem quem o Flávio Bolsonaro disse que vai nomear equipe de transição caso ele seja eleito? Marco Rubio, o braço direito do Trump. Vocês imaginam entregar o Brasil e a nossa soberania para os Estados Unidos?”, disse, horas depois do discurso histórico de Lula na ONU, onde afirmou que o "Brasil não cabe no quintal de ninguém".
O discurso foi encerrado com um chamado à militância para intensificar a mobilização nas ruas e nas redes sociais.
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