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Disputa por secretariado de Ruas pode abrir vagas na Alerj e beneficiar suplentes do PL

há 2 horas
3 min de leitura

Deputados, ex-secretários e políticos derrotados nas urnas aparecem entre os cotados. Formação do governo também movimenta a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa


Plenário da Alerj/Foto: reprodução
Plenário da Alerj/Foto: reprodução


A montagem do governo de Douglas Ruas (PL) já movimenta os bastidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Deputados estaduais, ex-integrantes do governo Cláudio Castro e políticos que não conseguiram se eleger em outubro aparecem entre os cotados para o secretariado. As possíveis nomeações também poderão abrir vagas para suplentes do PL na Assembleia.


Os nomes foram divulgados nesta sexta-feira (16) pela coluna Informe do Dia, do jornal O Dia. Até agora, não há confirmação oficial das indicações.


Os nomes cotados


Anderson Moraes — Ciência e Tecnologia ou presidência da Alerj

Deputado estadual do PL, já comandou a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação no governo Cláudio Castro. É apontado tanto para retornar à pasta quanto para disputar a presidência da Assembleia.


Marcelo Dino — Segurança Pública

Deputado estadual do PL e policial militar da reserva, tem base política em Duque de Caxias, onde exerceu mandato de vereador. É um dos nomes mencionados para comandar a Segurança Pública.


Coronel Menezes — Segurança Pública

Marcelo de Menezes Nogueira é coronel da Polícia Militar e ex-secretário estadual da corporação. Eleito deputado estadual pelo PL, aparece como concorrente de Marcelo Dino pela pasta.


Bruno Boaretto — DER-RJ

Ex-prefeito de Macuco e ex-integrante da Secretaria Estadual de Cidades, é o terceiro suplente do PL na eleição de outubro. Seu nome é mencionado para a direção do Departamento de Estradas de Rodagem.


Dr. Deodalto — Agricultura

Médico, ex-vereador de Belford Roxo e ex-deputado estadual, já comandou a Secretaria de Agricultura no governo Cláudio Castro. Não conseguiu se reeleger e ocupa a primeira posição na lista de suplentes do PL.


Alexandre Isquierdo — Envelhecimento Saudável

Ex-vereador do Rio e ex-secretário estadual de Juventude e Envelhecimento Saudável, é lembrado para retornar à área em que já atuou.


Fred Pacheco — Cargo indefinido

Ligado à música católica e com passagem pela Alerj, aparece entre os nomes considerados para integrar o novo governo. Disputou a eleição pelo PL e ficou como quinto suplente do partido.


Jorge Miranda — Saúde

Ex-prefeito de Mesquita e irmão do deputado estadual Renato Miranda, é apontado como participante das articulações para a área da Saúde. Não há confirmação de que assumirá a secretaria.


Suplentes também entram na disputa

A eventual nomeação de deputados estaduais para o secretariado abrirá espaço para suplentes de seus partidos. No PL, que elegeu 21 deputados estaduais, a movimentação poderá beneficiar candidatos que ficaram fora da Assembleia em outubro.


A ordem de suplência começa com Dr. Deodalto, que recebeu 38.964 votos, seguido por Dr. Rogério Amorim, com 35.810, e Bruno Boaretto, com 34.983. Na sequência aparecem Bruno Lessa, com 29.444 votos, Fred Pacheco, com 28.808, e Bruno Porto, com 27.784.


A situação de Deodalto e Boaretto é particular: ambos são cotados para cargos no próprio governo. Rogério Amorim, por sua vez, avalia permanecer como vereador do Rio, onde pretende disputar a presidência da Câmara Municipal.


Se os três primeiros suplentes não assumirem eventuais vagas abertas na Alerj, Bruno Lessa passará a ser o próximo da lista. Fred Pacheco e Bruno Porto também poderão ser convocados, dependendo do número de cadeiras disponíveis e das decisões dos candidatos que os antecedem.


A movimentação não representa convocação automática. A entrada dos suplentes dependerá das licenças efetivamente concedidas aos deputados, da ordem oficial de suplência e da aceitação das vagas.


Caso Canella pode abrir outra cadeira

Fora do PL, o vereador Felipe Michel (PP) também acompanha uma possível mudança na Assembleia. Primeiro suplente da federação União/PP, ele recebeu 41.045 votos e poderá assumir uma cadeira caso uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral retire o mandato de Márcio Canella (União Brasil).


Canella foi preso preventivamente na quinta-feira (15), durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A prisão, por si só, não provoca perda automática do mandato. A eventual substituição dependerá de decisão judicial e de seus efeitos eleitorais.


A formação do secretariado de Douglas Ruas poderá, portanto, alterar não apenas a distribuição de cargos no Executivo, mas também a composição da bancada governista e a disputa pela presidência da Alerj.


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