Disputa por secretariado de Ruas pode abrir vagas na Alerj e beneficiar suplentes do PL
Deputados, ex-secretários e políticos derrotados nas urnas aparecem entre os cotados. Formação do governo também movimenta a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa

A montagem do governo de Douglas Ruas (PL) já movimenta os bastidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Deputados estaduais, ex-integrantes do governo Cláudio Castro e políticos que não conseguiram se eleger em outubro aparecem entre os cotados para o secretariado. As possíveis nomeações também poderão abrir vagas para suplentes do PL na Assembleia.
Os nomes foram divulgados nesta sexta-feira (16) pela coluna Informe do Dia, do jornal O Dia. Até agora, não há confirmação oficial das indicações.
Os nomes cotados
Anderson Moraes — Ciência e Tecnologia ou presidência da Alerj
Deputado estadual do PL, já comandou a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação no governo Cláudio Castro. É apontado tanto para retornar à pasta quanto para disputar a presidência da Assembleia.
Marcelo Dino — Segurança Pública
Deputado estadual do PL e policial militar da reserva, tem base política em Duque de Caxias, onde exerceu mandato de vereador. É um dos nomes mencionados para comandar a Segurança Pública.
Coronel Menezes — Segurança Pública
Marcelo de Menezes Nogueira é coronel da Polícia Militar e ex-secretário estadual da corporação. Eleito deputado estadual pelo PL, aparece como concorrente de Marcelo Dino pela pasta.
Bruno Boaretto — DER-RJ
Ex-prefeito de Macuco e ex-integrante da Secretaria Estadual de Cidades, é o terceiro suplente do PL na eleição de outubro. Seu nome é mencionado para a direção do Departamento de Estradas de Rodagem.
Dr. Deodalto — Agricultura
Médico, ex-vereador de Belford Roxo e ex-deputado estadual, já comandou a Secretaria de Agricultura no governo Cláudio Castro. Não conseguiu se reeleger e ocupa a primeira posição na lista de suplentes do PL.
Alexandre Isquierdo — Envelhecimento Saudável
Ex-vereador do Rio e ex-secretário estadual de Juventude e Envelhecimento Saudável, é lembrado para retornar à área em que já atuou.
Fred Pacheco — Cargo indefinido
Ligado à música católica e com passagem pela Alerj, aparece entre os nomes considerados para integrar o novo governo. Disputou a eleição pelo PL e ficou como quinto suplente do partido.
Jorge Miranda — Saúde
Ex-prefeito de Mesquita e irmão do deputado estadual Renato Miranda, é apontado como participante das articulações para a área da Saúde. Não há confirmação de que assumirá a secretaria.
Suplentes também entram na disputa
A eventual nomeação de deputados estaduais para o secretariado abrirá espaço para suplentes de seus partidos. No PL, que elegeu 21 deputados estaduais, a movimentação poderá beneficiar candidatos que ficaram fora da Assembleia em outubro.
A ordem de suplência começa com Dr. Deodalto, que recebeu 38.964 votos, seguido por Dr. Rogério Amorim, com 35.810, e Bruno Boaretto, com 34.983. Na sequência aparecem Bruno Lessa, com 29.444 votos, Fred Pacheco, com 28.808, e Bruno Porto, com 27.784.
A situação de Deodalto e Boaretto é particular: ambos são cotados para cargos no próprio governo. Rogério Amorim, por sua vez, avalia permanecer como vereador do Rio, onde pretende disputar a presidência da Câmara Municipal.
Se os três primeiros suplentes não assumirem eventuais vagas abertas na Alerj, Bruno Lessa passará a ser o próximo da lista. Fred Pacheco e Bruno Porto também poderão ser convocados, dependendo do número de cadeiras disponíveis e das decisões dos candidatos que os antecedem.
A movimentação não representa convocação automática. A entrada dos suplentes dependerá das licenças efetivamente concedidas aos deputados, da ordem oficial de suplência e da aceitação das vagas.
Caso Canella pode abrir outra cadeira
Fora do PL, o vereador Felipe Michel (PP) também acompanha uma possível mudança na Assembleia. Primeiro suplente da federação União/PP, ele recebeu 41.045 votos e poderá assumir uma cadeira caso uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral retire o mandato de Márcio Canella (União Brasil).
Canella foi preso preventivamente na quinta-feira (15), durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A prisão, por si só, não provoca perda automática do mandato. A eventual substituição dependerá de decisão judicial e de seus efeitos eleitorais.
A formação do secretariado de Douglas Ruas poderá, portanto, alterar não apenas a distribuição de cargos no Executivo, mas também a composição da bancada governista e a disputa pela presidência da Alerj.
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