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Esquerda intensifica mobilização em São Gonçalo na reta final da eleição presidencial

há 2 minutos
4 min de leitura

Comitê no WhatsApp articula apoiadores de Lula; Raoni Roque e Professor Josemar destacam participação da juventude, enquanto Marcelo Freixo comenta repercussão nacional do caso Ana Clara


Por Helcio Albano


Freixo, Raoni, Josemar/Foto: reprodução vídeo
Freixo, Raoni, Josemar/Foto: reprodução vídeo


A quatro dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), partidos e movimentos do campo progressista intensificam a mobilização em São Gonçalo para ampliar a votação do presidente Lula. A estratégia combina atividades presenciais, participação estudantil e articulação pelas redes sociais.


Um dos principais instrumentos dessa organização é o grupo de WhatsApp “Comitê Time do Lula São Gonçalo”, que reúne militantes e apoiadores da candidatura à reeleição do presidente. O canal é utilizado para divulgar atividades, organizar ações de campanha e coordenar a mobilização pelo voto em Lula nos últimos dias antes da eleição.


A movimentação foi destacada por lideranças políticas ouvidas pelo Jornal Daki nesta quarta-feira (21), durante o encontro Diálogo no Território: Cultura, Juventude e Periferias, realizado pelo Ministério da Cultura no Espaço Tamarilândia, no Porto Novo, com a presença da ministra Margareth Menezes.


Embora o encontro tivesse caráter institucional, representantes de partidos de esquerda conversaram separadamente com o Daki sobre a disputa presidencial.


Juventude ganha protagonismo

O deputado estadual Professor Josemar (PSOL) destacou a participação dos estudantes nas manifestações recentes em apoio à candidatura de Lula.


“Foi a juventude nas ruas, que foi na UFF inicialmente, depois saiu se espalhando pelo Brasil inteiro. Inclusive aqui na FFP tivemos um excelente ato”, afirmou.


Para Josemar, a mobilização estudantil ganhou força nas últimas semanas e se tornou um componente importante da campanha no segundo turno.


PCdoB aposta na virada de votos


O presidente do PCdoB de São Gonçalo, Raoni Roque, avalia que a disputa permanece aberta e defende a intensificação do trabalho de convencimento entre familiares, amigos e eleitores indecisos.


“Essa eleição não está perdida. Essa eleição é possível e o Lula está ganhando cada dia mais eco nas redes sociais e no WhatsApp. Agora é virar voto”, declarou.


Raoni, que foi coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UERJ, destacou uma característica que considera diferente na mobilização juvenil deste segundo turno.


“É a primeira vez que eu vejo a juventude, ao invés de se rebelar contra o governo, ir em defesa de um governo”, observou.


Segundo ele, a identificação de parte dos estudantes com políticas de educação, cultura e inclusão social ajuda a explicar o envolvimento nas manifestações.


O dirigente comunista também destacou o papel das redes sociais na organização dos apoiadores de Lula, mas defendeu que a mobilização digital esteja associada à participação nos partidos e movimentos políticos.


Para os jovens interessados em se organizar, Raoni indicou o vereador Isaac Ricalde (PCdoB) como uma das referências da militância partidária em São Gonçalo:


"Toda nossa organização e mobilização é feita pelo mandato", reforçou.


O contato pode ser feito pelo perfil @isaacricalde, no Instagram.


Freixo destaca importância da eleição para a cultura


Também presente no encontro, Marcelo Freixo afirmou que a continuidade das políticas culturais está entre os temas em disputa na eleição presidencial.


“Acho que a democracia, esse exercício... a eleição mais importante da nossa vida”, declarou.

Freixo fez questão de distinguir a agenda da ministra da mobilização eleitoral.


“Hoje aqui não foi um ato de campanha, até porque existe uma lei que proíbe isso. Foi um ato institucional do Ministério da Cultura, importantíssimo”, ressaltou.


Caso Ana Clara entra na reta final da campanha


Na entrevista ao Jornal Daki, Freixo também comentou a repercussão nacional do caso Ana Clara Gomes Machado, menina de cinco anos morta por um disparo durante uma ação policial em Niterói, em 2021.


Freixo teve papel importante na projeção política do episódio ao divulgar nas redes sociais a atuação de Flávio Bolsonaro (PL) na defesa do policial militar acusado pela morte da criança. O caso foi incorporado à campanha de Lula e ganhou destaque no debate presidencial de domingo (18), quando o presidente cobrou explicações do adversário.


A repercussão levou o assunto aos temas mais comentados nas redes sociais e impulsionou pesquisas na internet sobre a morte de Ana Clara.


“É muito grave você imaginar que um senador da República, sendo senador, entra num caso que é o assassinato de uma criança de cinco anos de idade e ele entra para impedir que tenha o julgamento”, afirmou Freixo.


Flávio Bolsonaro integrou a defesa do policial e assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão que determinou o julgamento pelo Tribunal do Júri. O recurso foi rejeitado. O senador defende sua atuação como advogado e contesta as acusações feitas pela campanha de Lula.


O julgamento, inicialmente previsto para esta quarta-feira (21), foi transferido para 2027. A defesa do policial nega ter provocado o adiamento mais recente.


Freixo afirmou que procurou Cristiane Gomes, mãe de Ana Clara, para ouvir seu relato sobre o caso, e criticou o fato de Flávio Bolsonaro, segundo ele, não ter entrado em contato com a família.


A divulgação feita por Freixo ajudou a transformar o episódio em um dos temas da disputa política nacional na última semana antes do segundo turno.



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