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Flávio Bolsonaro pede a Moraes acesso a investigação da PF sobre lavagem de dinheiro com Willer Tomaz

há 5 horas
3 min de leitura

Candidato à Presidência busca conhecer documentos que apontam possíveis vínculos financeiros com advogado investigado por movimentações bilionárias no setor de apostas


Flávio na farra com o amigo/Foto: reprodução
Flávio na farra com o amigo/Foto: reprodução


O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu nesta terça-feira (20) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos autos da investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, seu amigo pessoal.


O pedido ocorre após a divulgação de documentos que apontam possíveis relações financeiras entre o parlamentar e o advogado, investigado por movimentações suspeitas em empresas de apostas online. O caso foi encaminhado ao STF depois que o nome de Flávio apareceu em mensagens e registros obtidos pela PF. Moraes foi sorteado relator.


A investigação teve origem na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, onde a Polícia Federal apurava suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de plataformas de apostas e instituições de pagamento.


Durante a análise do material apreendido de Willer Tomaz, os investigadores encontraram mensagens indicando que Flávio Bolsonaro teria sido cadastrado como usuário com poderes de gerenciamento de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado e registrada em Portugal.


A PF também identificou registros de viagens internacionais realizadas pelo senador em aeronaves relacionadas ao grupo empresarial de Willer. Segundo os investigadores, uma empresa do setor de apostas teria custeado pelo menos três voos entre Portugal e França em 2025.


Flávio e Willer negam qualquer relação financeira irregular. Ambos afirmam manter uma amizade antiga, sem participação conjunta em negócios. A defesa do advogado também contesta a existência de contas compartilhadas.


A investigação ganhou novos elementos com a divulgação de uma nota técnica do Ministério da Fazenda. O documento aponta que Willer depositou R$ 258 milhões em uma plataforma de apostas durante 2025, com movimentação acumulada próxima de R$ 5 bilhões, considerando sucessivas reapostas dos mesmos recursos.


A Secretaria de Prêmios e Apostas identificou possíveis falhas nos mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e recomendou a abertura de procedimento administrativo contra a plataforma. Os valores movimentados não representam, por si só, dinheiro de origem criminosa.


O pedido de acesso aos autos também ocorre em meio à preocupação da campanha de Flávio com o andamento da investigação às vésperas do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25).


Segundo a CNN Brasil, integrantes da campanha consideram que o procedimento avançou rapidamente. A investigação teria chegado ao STF em 8 de outubro e sido distribuída a Moraes no dia 16. Como o processo tramita sob sigilo, não foi possível confirmar publicamente todas as etapas de sua tramitação.


A assessoria de Flávio questiona a caracterização do procedimento como um novo inquérito formalmente instaurado contra o senador e sustenta que a remessa de documentos ao Supremo não significa, automaticamente, sua inclusão na condição de investigado.


O pedido de acesso é uma medida processual para que a defesa conheça os elementos reunidos pela Polícia Federal. Até a última informação verificada, não havia confirmação de decisão de Moraes sobre o requerimento.


A investigação permanece em andamento, sem conclusão judicial sobre as suspeitas de lavagem de dinheiro.


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