Flávio, o mentiroso
Por Helcio Albano

Flávio Bolsonaro saiu do debate da Band com um desempenho extraordinário. No mentirômetro do Aos Fatos, das 21 declarações verificadas, dez eram falsas, nove distorcidas ou imprecisas. Apenas duas passaram no teste da verdade. Uma façanha.
Disse que Lula e Janja gastaram R$ 7 bilhões em viagens, que o Careca do INSS integrou o governo Lula e que a Polícia Federal não investigava Lulinha. Tudo falso, segundo a agência.
Mas o candidato também tem dificuldades quando o assunto é ele próprio.
Veja o caso de Daniel Vorcaro. Flávio apresentou os recursos destinados ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, como patrocínio privado. O problema é que não apareceu contrato capaz de esclarecer a operação. A Polícia Federal investiga a origem e o destino de R$ 62 milhões já movimentados, enquanto o financiamento prometido chegaria a R$ 134 milhões.
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No debate, confrontado sobre o dinheiro, preferiu ironizar e oferecer a Lula um ingresso para assistir ao filme.
Não é prova de que tenha mentido sobre a operação. Mas é uma explicação insuficiente para quem pretende governar o país.
Há uma diferença entre errar números, distorcer informações e mentir deliberadamente. A checagem não demonstra intenção em todos os casos. O resultado, porém, revela a frequência com que o discurso do senador se distancia dos fatos.
Na televisão, Flávio pode trocar respostas por provocações. Diante da Polícia Federal, terá de apresentar algo mais convincente que um corte de internet.
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Helcio Albano é jornalista e editor-chefe do Jornal Daki.









































































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