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Sigilo: Flávio não aceita desafio de Lula e o povo pergunta: quer esconder o quê?

há 1 hora
2 min de leitura

Aliados do senador classificam a proposta como “armadilha eleitoral” e afirmam que a divulgação dos dados não acrescentaria elementos ao debate antes da votação de domingo (25). Lula havia protocolado pedido de abertura recíproca no TSE


Flávio Bolsonaro discursa em ato de campanha. Foto: Reprodução
Flávio Bolsonaro discursa em ato de campanha. Foto: Reprodução


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, não aceitará o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, assim como os de seus familiares. A decisão foi confirmada por aliados que participam da campanha do senador nesta terça-feira (20), a cinco dias do segundo turno.


Integrantes da campanha de Flávio classificam a proposta como uma “armadilha” eleitoral e afirmam que ela busca desgastar o candidato no fim da disputa. “Lula não vai ter esse gostinho”, disse um integrante da equipe do senador.


Na avaliação dos aliados, a divulgação dos dados não acrescentaria elementos ao debate eleitoral antes da votação de domingo (25). Eles argumentam que eventuais informações poderiam motivar pedidos de investigação ou novas ações, sem prazo para apurações aprofundadas antes do pleito.



Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para divulgar seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos. A iniciativa prevê a abertura dos dados somente se Flávio Bolsonaro e seus familiares concordarem com a mesma medida. O requerimento inclui a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e os cinco filhos do presidente. Do lado de Flávio, a proposta abrange a mulher do senador, Fernanda Bolsonaro, seus pais Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, além dos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.


O pedido também cita empresas ligadas ao candidato. Entre os dados que poderiam se tornar públicos estão declarações de Imposto de Renda, movimentações bancárias e registros telefônicos. A campanha de Flávio não detalhou quais seriam os riscos concretos da divulgação, limitando-se a afirmar que a proposta é eleitoreira.


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