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Sóstenes confirma plano de votar PEC da 'hora trabalhada' após apoiar fim da 6x1

há 3 horas
2 min de leitura

Líder do PL na Câmara diz que proposta complementa o fim da escala 6x1 e só será votada se Flávio Bolsonaro vencer a eleição presidencial em 25 de outubro


Sostenes/Foto: EBC
Sostenes/Foto: EBC


O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, afirmou nesta quarta-feira (14) que a estratégia da oposição no Congresso é apoiar inicialmente o fim da escala de trabalho 6x1 e, posteriormente, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito presidente da República, aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).


A proposta de Marinho prevê que os trabalhadores possam escolher entre a jornada tradicional, regulamentada pela CLT, e um regime flexível, baseado na quantidade de horas trabalhadas. Sóstenes negou que uma proposta contrarie a outra. "Ela complementa a atual proposta porque dá mais ao trabalhador, assim como foi o MEI", afirmou a jornalistas no Senado.


Segundo o deputado, a PEC garantiria liberdade de escolha. "O trabalhador que quer trabalhar CLT por 40 ou 44 horas fala: 'quero, sou CLT'. Ou 'não, eu quero trabalhar por horas trabalhadas e horas recebidas, porque eu só quero trabalhar 3 dias por semana', e então ele vai ter a liberdade de escolha", declarou.


Sóstenes criticou a posição do PT. "O PT quer impor 40 horas. Nós queremos dar a liberdade total", disse. A votação da PEC de Marinho dependeria da confirmação da eleição de Flávio Bolsonaro no dia 25.


Mais cedo, o próprio Flávio Bolsonaro afirmou que apoiará o fim da escala 6x1. O bloco de direita no Senado vinha tentando obstruir a votação da matéria. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a proposta de emenda à Constituição para esta quarta-feira, quando o plenário deve analisar o pedido de calendário especial para acelerar a tramitação.


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