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PF investiga postos que usaram licença falsa com assinatura de secretário morto em 2020

7 de ago.
2 min de leitura

Documentos apresentados à ANP para autorizar dois postos em São Gonçalo levavam assinatura de ex-secretário de Meio Ambiente falecido três anos antes; esquema é alvo da Operação Unha e Carne


Foto: reprodução
Foto: reprodução

A Polícia Federal investiga o uso de licenças ambientais falsas apresentadas à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para autorizar a abertura de postos de combustíveis em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Os documentos levavam a assinatura do ex-secretário municipal de Meio Ambiente José Rafael de Abreu Magalhães, o Fael, que morreu em agosto de 2020 — três anos antes da emissão das licenças.


A fraude foi constatada em dois postos: o VIP Catarina e o Pitubinha. Ambos têm como sócia a empresária Luisi Pinho, mulher do policial civil José Carlos Alves de Souza. No Pitubinha, a outra sócia é Luana Oliveira, esposa do também policial civil Pablo Jukia Félix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Outro investigado é Hugo Correia da Cruz, o Hugo Canelão, apontado como administrador de diversas empresas do grupo e apadrinhado político do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil).


Segundo a PF, o grupo contaria com a participação de agentes políticos e movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro ao longo de seis anos.


Documentos da ANP mostram que o Posto VIP Catarina anexou, em outubro de 2023, a licença ambiental nº 043/2023 supostamente assinada por Fael. A Prefeitura de São Gonçalo informou que o documento é falso e que a licença 043 válida foi emitida para outra empresa, sem relação com postos. A licença verdadeira do posto é a de nº 044/2023, assinada pelo então secretário Carlos Afonso Pereira Rosa. Já o Posto Pitubinha apresentou à ANP tanto a licença provisória quanto a definitiva com a assinatura do ex-secretário falecido.


Quatro investigados foram alvo de mandados de busca e apreensão na sexta fase da Operação Unha e Carne, em 7 de julho. A ANP afirmou que irá programar fiscalização nos postos e que atua em cooperação com a PF.


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