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O Lado B



Planejar a vida faz parte do cotidiano de muita gente, desde a infância. Começamos bem cedo a pensar “o que vou ser quando crescer? ”. Impulsionados por um sentimento próprio ou por um questionamento social, sempre compreendemos nossos desejos para o futuro e sua realização como um degrau para a felicidade.

Nem sempre é assim. Muitos planos não se concretizam, sonhos nem sempre se realizam. O emprego pelo qual batalhamos, o casamento com aquele que amamos, os filhos planejados, a casa, as viagens, o corpo ideal, tudo isso pode simplesmente não acontecer, ou mesmo nos causar surpresa por não corresponder às nossas expectativas. Então, vem a frustração, com a qual, geralmente, não estamos acostumados a lidar.

O que fazer, então? Sentar e chorar, cortar os pulsos, entregar-se a uma postura amarga diante do mundo não vão adiantar. Porque é preciso entender que nem sempre temos controle sobre tudo. Essa mania de achar que vamos ter o futuro que planejamos, ou que planejaram para nós, só nos leva à terrível sensação de fracasso. É preciso ter maturidade para associar desejo e realização.

A felicidade não corresponde à efetivação de todas as nossas vontades, mas à capacidade de reinvenção de si mesmo, de transformação do cotidiano, de aceitação e compreensão de nossos limites e dos limites do outro. Refazer planos, reconstruir sonhos, ver o lado B da vida, projetar-se naquilo que é possível e estabelecer metas reais pode ser muito enriquecedor e trazer alegrias que sequer imaginamos um dia.

Talvez a tão sonhada felicidade esteja no desafio diário de encontrar capacidades que outrora desconhecíamos, faculdades antes inimaginadas, habilidades desconhecidas, amores possíveis, uma vida surpreendentemente feliz. Basta virar o disco.


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