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Gastos com aluna de medicina em estado vegetativo chegam a R$ 279 mil

Universitária está em estado vegetativo há um ano após ter sofrido uma parada cardiorrespiratória depois de um procedimento cirúrgico


Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

As despesas com o tratamento da estudante de medicina Larissa Moraes de Carvalho já ultrapassam R$ 270 mil. A jovem de 31 anos vive em estado vegetativo desde 16 de março de 2023, quando teve uma parada cardiorrespiratória após passar por uma cirurgia ortognática, na Santa Casa de Misericórdia, de Juiz de Fora (MG).



A cirurgia ortognática é um procedimento realizado para corrigir alterações de crescimento no maxilar e na mandíbula. De acordo com o pai de Larissa, desde a infância, ela tinha recomendação para realizar a operação.


Depois de passar um ano internada, a estudante de medicina voltou para casa há cerca de um mês. O estado de saúde de Larissa requer a atenção de cuidadores e de terapeutas especializados, além de gastos com medicamentos, fraldas e outros itens.



O advogado da família dela, Fábio Guimarães Timponi, explica que parte do tratamento está sendo custeado pela prefeitura de Juiz de Fora após a obtenção de uma liminar judicial e a outra parte está sendo bancada por meio de campanhas de arrecadação.


“O evento destruiu a família, moralmente, financeiramente e psicologicamente. É como se uma bomba atômica tivesse estourado no núcleo familiar deles”, comparou Timponi.


Em investigação


A família de Larissa acusa os profissionais da Santa Casa de Misericórdia de terem cometido várias falhas no atendimento à paciente. Segundo perícias particulares contratadas pelos pais dela, os seguintes erros foram cometidos:



  • A descrição cirúrgica foi feita de maneira superficial, impossibilitando avaliar se todos os procedimentos foram realizados de acordo com as técnicas adequadas;

  • O preenchimento do boletim anestésico e da ficha de recuperação pós-anestésica foi inadequado;

  • O transporte intrahospitalar não seguiu as normas preconizadas pelo Conselho Federal de Enfermagem, e pelas informações fornecidas, não foi possível confirmar se a paciente foi acompanhada por um profissional durante todo o transporte;

  • A assistência durante a parada cardiorrespiratória foi inadequada, sem a identificação do ritmo cardíaco na parada, etapa essencial para determinar a necessidade de desfibrilação ou administração de antiarrítmicos;

  • O manejo após a parada cardiorrespiratória foi inadequado, sem a realização dos exames obrigatórios e com controle inadequado da temperatura e glicemia.


O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais após abertura de inquérito feita pelo Ministério Público.


Em nota enviada ao Metrópoles, a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora se solidarizou com a família da paciente, mas disse que só se pronunciaria sobre o caso à Justiça.


*Com informações Metrópoles


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