Seleção do Irã pede paz na Copa e relembra massacre de crianças em bombardeio dos EUA
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Seleção do Irã pede paz na Copa e relembra massacre de crianças em bombardeio dos EUA

Jogadores deixaram carta manuscrita no vestiário após empate com a Bélgica; ataque a escola em Minab em fevereiro deixou 168 mortos, a maioria meninas


Carta deixada pela seleção iraniana em vestiário do estádio em Los Angeles | Crédito: Divulgação
Carta deixada pela seleção iraniana em vestiário do estádio em Los Angeles | Crédito: Divulgação

A seleção masculina de futebol do Irã usou a Copa do Mundo de 2026 para fazer um apelo por paz e soberania. Após empatar sem gols com a Bélgica, na Califórnia, a delegação deixou uma carta manuscrita no vestiário do estádio, exaltando a dignidade do povo iraniano diante das agressões estrangeiras.


O gesto ocorre em meio ao conflito militar entre o Irã e a coalizão formada por Estados Unidos e Israel. Em 28 de fevereiro de 2026, um bombardeio atingiu uma escola pública de meninas no município de Minab, no sul do Irã, matando mais de 150 pessoas. O massacre marcou o início da ofensiva contra o território iraniano.


Mesmo com o espaço aéreo fechado e explosões frequentes, a seleção persa mantém sua campanha no Grupo G, com dois empates heróicos contra Nova Zelândia (2 a 2) e Bélgica (0 a 0). O desempenho abre a possibilidade de um confronto direto contra os Estados Unidos na fase de mata-mata. Um eventual duelo carregaria para o gramado o luto pelas 168 estudantes assassinadas e a tensão de uma guerra real que segue sem cessar-fogo no Oriente Médio.


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