Filho de rico tem 7 vezes mais chance de ficar no topo do que pobre de enriquecer no Brasil
- Jornal Daki
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Dados do Atlas da Mobilidade Social mostram que 56,5% dos herdeiros dos 25% mais ricos permanecem nessa faixa, enquanto apenas 8,3% dos pobres conseguem subir na vida

Estudo do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) mostra que a origem social ainda determina o destino econômico no Brasil. Mais da metade (56,5%) dos filhos das famílias mais ricas permanecem nesse grupo, e 30,8% chegam ao topo de 10% da população. Em contraste, apenas 8,3% dos filhos dos 25% mais pobres conseguem escapar da base da pirâmide.
O cálculo indica que quem nasce rico tem quase sete vezes mais chance de permanecer no topo do que um pobre de enriquecer. “A renda dos pais é um determinante muito forte do destino dos filhos”, explica Paulo Tafner, presidente do Imds.
A nova edição do Atlas da Mobilidade Social ampliou o recorte para duas gerações: nascidos entre 1983-1987 e 1988-1990. A probabilidade de um pobre chegar aos mais ricos subiu de 7,9% para 8,8% entre as duas coortes. Entre os de renda média, a chance passou de 16,6% para 18,6%.
Os dados também mostram desigualdades por raça e gênero. Entre brancos pobres, 36,3% continuam pobres; entre não brancos, o índice sobe para 51,6%. Mulheres pobres têm 65% de chance de seguir na base — contra 33% dos homens.
A plataforma ainda incorpora indicadores municipais e revela que a educação ajuda a atenuar a rigidez social: a mobilidade é maior em cidades com melhor desempenho no Ideb e onde os pais tinham mais escolaridade.
Via Folha de São Paulo.
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