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PF recupera obra peruana que seria comercializada ilegalmente no Rio

há 1 minuto
2 min de leitura

Mandado de busca e apreensão foi cumprido no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio; pintura do século XVII é reconhecida como patrimônio cultural

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Uma obra de arte pertencente ao patrimônio cultural do Peru, denominada "Magnífico Señor de los Temblores – Escuela Cusqueña, Siglo XVII", foi recuperada na manhã desta quarta-feira (30), no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio, durante uma operação da Polícia Federal. Ao todo, foram apreendidas 14 obras, incluindo o quadro peruano. A pintura havia sido anunciada em uma plataforma internacional de comércio de obras de arte.

A informação sobre a possibilidade de comercialização chegou à PF a partir de uma denúncia da Polícia Nacional do Peru, o que deu início à investigação. Nesta quarta, os agentes tentam identificar também documentos referentes à aquisição, procedência, transporte, importação e oferta da peça, bem como dispositivos eletrônicos que possam conter elementos relacionados aos fatos apurados.


Durante as diligências, os agentes identificaram elementos que relacionam a obra anunciada a uma empresa sediada no Rio de Janeiro e especializada no comércio de artes e antiguidades.

De acordo com uma análise técnica do Ministério da Cultura do Peru, a pintura é uma obra vice-reinal peruana do século XVII, de relevante valor histórico e artístico. O órgão reconhece o quadro como integrante do Patrimônio Cultural da Nação Peruana e afirma que a obra não poderia ter deixado o território do país sem autorização estatal específica.


O nome "Peabiru" faz referência ao Caminho do Peabiru, antiga rede de trilhas indígenas que atravessava parte da América do Sul e conectava regiões do atual território brasileiro ao interior do continente, chegando a áreas próximas aos Andes.


De acordo com a PF, a denominação representa a ligação histórica entre o Brasil e a região andina e, no contexto da investigação, o esforço de cooperação entre os dois países para reconstruir a trajetória da obra, preservar sua origem e possibilitar seu retorno ao patrimônio cultural peruano, caso seja confirmada a saída irregular do país.

*Com informações O Dia

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