A IA e a síndrome de Frankestein
Por Rofa Rogério Araújo

Cada vez mais utilizada em diversas áreas e até mesmo sendo considerada uma ameaça aos empregos dos seres humanos, a Inteligência Artificial (IA) tem cada vez tomado conta de nossa vida.
Quando ajuda com uma pesquisa de um Google turbinado, muito bem. O problema está quando faz o trabalho pensante dos humanos de maneira a preencher ser espaço, deixando até de usar o cérebro para pena pela IA.
Começando a incomodar e a prejudicar, pode tornar-se uma espécie de “Síndrome de Frankenstein”, na era atual, com esse avanço rápido da IA como um temor sob novas perspectivas: perda de controle, quando os algoritmos e sistemas autônomos podem passar a tomar decisões críticas sem supervisão humana real. Assim, há impactos sociais e éticos, com preocupações com deepfakes, vigilância em massa, desemprego estrutural, disseminação de vieses e violação de direitos humanos.
Esse termo “Síndrome de Frankenstein” foi cunhado da Literatura, inspirada no romance Frankenstein (1818), de Mary Shelley, onde um cientista cria vida artificial e depois rejeita sua criatura, gerando uma tragédia, quando a criatura ganha vida e destrói seu criador. Depois, essa expressão ressurgiu em outros momentos de grande ruptura tecnológica, como no século XX com a energia nuclear e a corrida armamentista da Guerra Fria.
É o medo ou a desconfiança de que uma criação tecnológica ganhe autonomia, fuja do controle humano e gere consequências imprevisíveis ou perigosas.
Uma verdadeira crise existencial tem ocorrido: uma reflexão profunda sobre o papel da humanidade, onde o medo deixa de ser apenas sobre a máquina e passa a questionar a própria relevância e essência do ser humano.
Há até mesmo um alerta institucional: organizações como a Organização das Nações Unidas (ONU) já advertiram que o uso desregulado da IA generativa pode transformar a tecnologia em um “monstro de Frankenstein” moderno, concentrando poder em grandes corporações. Dia desses até surgiu uma notícia de uma investida da IA que, sozinha, invadiu sistemas, causando destruição, precisando de ser refeita e a segurança foi reorganizada.
Dessa forma, existe uma IA que é amplamente mais abrangente do que àquela que utilizamos no dia a dia para simples pesquisas ou para nos direcionar uma ideia. Ela pode refazer, ar um novo rumo a algo, com um banco de dados de informações quase infinito. Porém, nada se compara à inteligência humana.
E como conviver, então, com essas duas inteligências de maneira saudável? É preciso utilizar para uma ajuda, serviço da humanidade e não ser escravizado pela IA, como muitos têm se tornado.
Que a “síndrome de Frankestein” não se torne realidade por meio da IA, para que o criador sempre seja bem superior à criatura continue assim.
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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo.








































































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