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Sexo no primeiro encontro? Por Flavia Abreu


Dia desses, numa roda de conversa entre mulheres, surgiu o assunto. Uma moça, linda e jovem, perguntou o que nós pensávamos sobre transar no primeiro encontro. Ela revelou que já transou algumas vezes assim que conheceu o rapaz, mas que sempre se sentia usada e ficava esperando para saber se daquele momento surgiria o namoro sério que ela tanto queria. Como não aconteceu ainda este pedido de namoro, a moça se questionava se o motivo seria a transa no primeiro encontro.


De cara, me veio à cabeça se os homens pensam da mesma forma. Será que um homem deixa de transar apenas porque é o primeiro encontro? Será que os homens se preocupam com o julgamento das mulheres sobre as suas atitudes, no que diz respeito à sexualidade?

Várias meninas responderam, sob inúmeros aspectos, à questão da colega. Houve quem dissesse que ela precisava se valorizar mais, porque os homens não namoram moças “fáceis”; houve quem considerasse esperar o segundo ou o terceiro encontro, para saber se o rapaz queria algo mais do que sexo; houve ainda quem defendesse a nossa liberdade de escolha, sem a expectativa de um futuro de compromisso sério, que pode ou não acontecer.


Antes de saber se o cara quer me namorar, eu preciso saber se eu quero namorar aquele homem, pois não sou fantoche na mão de ninguém. Como uma mulher adulta, livre, independente e velha (porque já tenho 46 anos), eu sei o que quero, e quando eu quero fazer amor com alguém, não importa para mim se estamos no primeiro ou oitavo encontro, porque eu não tenho mais idade e nem paciência para fazer média com ninguém. Se eu não desejo aquele cara, digo não, e ponto final. E não me sinto “usada”. Acho esse termo abominável, quando se refere a uma relação sexual, ápice da intimidade carnal humana. Se alguém “usou” alguém, talvez ele nem saiba que foi “usado” também. A intimidade, ainda que o casal não se dê conta disso, é sempre uma troca.

Aprendi a não criar expectativa de nada nesta vida, muito menos de relacionamentos. Acredito que eles brotam, quando menos se espera. Quantas pessoas se amam, mas não estão juntas, por incontáveis impedimentos da vida! Quanta gente leva um casamento durante uma existência inteira sem amor, sem paixão, ou até mesmo sem respeito, para manter as aparências, por causa de filhos ou de patrimônio! Acredito no Amor, ainda acredito. E, francamente, só quero um relacionamento baseado em amor, cumplicidade, confiança e respeito, nunca em preconceitos. O homem que julga uma mulher pelo sexo no primeiro encontro, definitivamente, é um machista do século passado, retrógrado, preconceituoso e, de forma alguma, serve para mim.

Eu disse tudo isso àquela moça, jovem e bela.


Flavia Abreu é professora e blogueira.


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