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Rico Medeiros, por Oswaldo Mendes


“Alô Niteroiense e Gonçalense. Explode Viradouro!”


Esse era um dos seus gritos de guerra.


Intérprete de primeira linha, defendeu, com sua maravilhosa voz, agremiações como o Salgueiro, Viradouro, Vitória Régia – em Manaus, Lins Imperial, dentre outras. Pessoa de fácil e fino trato.


Morador de São Gonçalo concorreu e foi eleito vereador pela cidade nos idos de 1980. Muito atuante nas causas populares e com relação as questões ligadas à Cultura onde participou do Grupo Lavoura.


Atuante também como compositor de diversas músicas e sambas enredo, dentre eles, Rico foi autor de dois sambas da Viradouro: “Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal” (1994, com Gilberto Fabrino, Jorge Baiano e PC Portugal) e “O rei e os três espantos de Debret” (1995, com Bernardo, Gilberto Fabrino, Gonzaga, João Sergio, José Antonio Olivério, PC Portugal e Wilsinho).


Outra composição sua em parceria com Moacyr MM é a famosa música carnavalesca cantada e tocada em todo e qualquer baile de carnaval que é a “Nega Tanajura” também conhecida como “Blusa Amarela”


"A Nega Tanajura taí. Ninguém segura. Deixa a Nega se divertir”. Eternizou.


Diversas músicas foram gravadas por Rico e muito mais defendidas nas Quadras de Samba por todo o país.


Ao se afastar do brilho principal da Avenida como Intérprete, sempre era “convocado” por Compositores para defender suas composições em Escolas de Samba com sua bela voz. "Um ótimo parceiro. Uma ótima pessoa. Um grande amigo", afirmou o Presidente da Ala dos Compositores da GRES Viradouro, Paulo Cesar Portugal.


Na Viradouro foi homenageado ano passado e será sempre lembrado pelo Mundo do Samba.


Sempre ajudava agremiações que estavam iniciando fazendo suas apresentações, as quais eram muito concorridas e de beleza exemplar.


No último dia 24 de abril veio a triste notícia de mais uma possível vítima do COVID-19 – o novo e mortal Coronavírus: a morte de Rico.


Pelo ser humano que sempre foi, pelo cidadão público, crítico e atualizado com as questões que o cercavam, pelo político que foi, por suas obras que deixou, por sua família maravilhosa, também atuante na cultura, vai nos fazer muita falta, mas, no samba que escreveu e defendeu tem a resposta para este momento de tristeza que passamos e certamente “Vai raiar o dia”.

Oswaldo Mendes é sambista e engenheiro.




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