Vorcaro mandou 'dar sacode' em chef e 'moer' empregada, aponta PF em mensagens
- Jornal Daki
- há 28 minutos
- 2 min de leitura
Banqueiro orientou aliado a intimidar pessoas consideradas adversárias, incluindo uma funcionária doméstica, segundo decisão do STF que decretou sua prisão

Mensagens obtidas pela Polícia Federal e citadas na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro nesta quarta-feira (4), revelam orientações do dono do Banco Master para intimidar e monitorar pessoas consideradas desafetos.
De acordo com a investigação, Vorcaro mantinha contato com Luiz Phillipi Mourão, apelidado de "Sicário". Em uma das conversas, o banqueiro sugere agredir um chef de cozinha ligado a um ex-funcionário: "O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar".
Em outra troca de mensagens, Vorcaro teria ordenado ações contra uma funcionária doméstica. "Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda." Mourão questiona qual ação deveria ser tomada, e o banqueiro responde: "Puxa endereço tudo".
Com base nessas conversas, a PF solicitou a prisão preventiva de ambos por coação no curso do processo, pedido aceito por Mendonça. Os dois participariam de um grupo de WhatsApp chamado "A Turma", usado para vigilância e intimidação de alvos.
A investigação aponta que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços, que incluíam consultas a bases de dados restritas de órgãos de segurança, como PF e Ministério Público Federal.
A operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes bilionárias no sistema financeiro, já teve três fases desde novembro de 2025. A defesa de Vorcaro afirmou que ele não obstruiu a Justiça e tem colaborado com as investigações.
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