A necessidade premente de creches noturnas na cidade
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A necessidade premente de creches noturnas na cidade

Por Oswaldo Mendes

 

Foto: reprodução
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Onde ficam os filhos de porteiros, bombeiros, motoristas, motoboys, médicos, enfermeiros, garis, padeiros, policiais e vigias, por exemplo?


Numa cidade que muitos consideram dormitório, mas na verdade é um centro massivo de mão-de-obra que trabalha e paga impostos e taxas, de forma direta ou indireta e nem sempre recebe do Estado o retorno adequado.


Profissionais que fazem a cidade girar à noite (quando muitos de nós já estamos em nossos lares deitados) e estão labutando com a cabeça nos filhos.


A cidade tem creches diurnas - que muito ajudam a população, porém, quem trabalha em outra cidade e pega um engarrafamento e precisa pedir a um parente ou amigo para buscar seus filhos, pois as creches funcionam só até 17:00 horas e fecham.


Notem que a primeira melhoria na questão das creches, numa cidade com a deficiência de transportes sendo criticada por todos, seja em função de horário, engarrafamentos constantes, avenidas que tem seu trânsito dificultado em face a veículos estacionados em qualquer local ao longo da via, seria na extensão do seu horário, com a devida compensação salarial para os trabalhadores, mas a realidade ainda não é essa.


 A creche noturna é uma necessidade. Uma prioridade.


Quem faz plantão onde fica seus filhos? Com parentes ou amigos? E a omissão do Estado.

Quando se sabe que a pessoa tem filhos menores e a contrata para trabalhar de plantão cria-se esta celeuma.


Imaginem quem nãos nasceu em berço de ouro, que tenha que trabalhar o dia inteiro e que tenha o sonho de fazer um curso à noite, onde deixar seus filhos? Imaginem uma Mãe Solo para este caso? Se não quebrarmos esses elos a não haverá alteração no resultado.


E ao mesmo tempo se vê na cidade locais que poderiam ser utilizados como creches, sendo dentre eles o antigo clube Tamoio, o clube CROL, assim como o Clube Vila Lage, o antigo Colégio São Gonçalo, o antigo colégio Orlando Rangel e um monte de CIEPs, dentre eles o do Tenente Jardim – CIEP 425 – Professora Marlucy Salles de Almeida, por exemplo.


Além disso já se tem as próprias creches que atualmente estão em funcionamento.


Há uma demanda na Sociedade. Há material humano para a solução do problema e existem instalações para uso imediato. Será que falta respeito ou boa-vontade?


Aguarda-se, se for cabível, que o Ministério Público, o Poder Executivo Municipal, o Poder Legislativo Municipal, a Defensoria Pública ou o Conselho Tutelar vejam essa demanda como necessária, assim como uma análise ao ECA para dar uma solução a quem tanto precisa.


Há pouco dias foi relembrado dois fatos históricos que aconteceram há mais de dois milênios: um homem que morreu na cruz e outro homem que lavou as mãos e que, em função desse ato, outro homem foi levado a ser crucificado e morto. O que depois de tanto tempo mudou?


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Oswaldo Mendes é professor.

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