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Ex-secretário do RJ é preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho

Alessandro Carracena, que ocupou a Secretaria Estadual de Esportes, é alvo da Operação Anomalia da PF, que apura esquema de favorecimento ao tráfico internacional de drogas com participação de delegado e ex-deputado


Alessandro Pitombeira Carracena Carracena foi subsecretário de Defesa do Consumidor do governo Cláudio Castro até janeiro deste ano — Foto: Divulgação OAB
Alessandro Pitombeira Carracena Carracena foi subsecretário de Defesa do Consumidor do governo Cláudio Castro até janeiro deste ano — Foto: Divulgação OAB

A Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira (9) Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes do Rio de Janeiro, durante a Operação Anomalia, que investiga uma rede de conexões entre gestores públicos e a facção Comando Vermelho. Carracena foi indicado ao cargo pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2023, durante o governo Cláudio Castro (PL).


Entre os presos está também o delegado federal Fabrizio José Romano. Segundo os investigadores, o grupo estruturava uma associação criminosa para intermediar favores, pagamentos e acesso a informações privilegiadas dentro do Estado. Carracena e advogados atuariam na negociação de benefícios ilegais em troca de informações internas e influência institucional.


As investigações apontam ainda que Carracena mantinha relação de confiança com integrantes do Comando Vermelho. Em mensagens interceptadas, traficantes referem-se a ele como "nosso irmão" e alguém que "nunca deixou de atender".


Conversas indicam que o ex-secretário teria vazado informações sobre operações policiais no Complexo do Alemão e articulado a retirada do Batalhão de Choque da comunidade da Gardênia Azul, na Zona Oeste, em benefício da facção.


Em outra frente, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o "TH Joias", também preso, atuava como ponte entre Carracena e o tráfico para recuperar veículos roubados em comunidades dominadas pela organização criminosa.


A defesa de Carracena repudiou as acusações, afirmando que a prisão foi baseada "exclusivamente em mensagens trocadas entre terceiros" e que não teve acesso aos autos, o que configuraria "violação de garantias constitucionais".


A Operação Anomalia integra a força-tarefa Missão Redentor II, criada em cumprimento à decisão do STF na ADPF 635, que determina ações para proteger populações de favelas contra abusos policiais e combater o crime organizado. Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio.


Os investigados poderão responder por associação criminosa, corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.


Com informações de O Dia.


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