Instalação de radares não deveria ser prioridade no RJ
- Jornal Daki
- há 19 minutos
- 2 min de leitura
Por Oswaldo Mendes

Quem transita pelas vias do Rio de Janeiro carrega em sua companhia o medo. Medo de ir e não mais voltar. O medo acompanha o morador desta cidade.
Porém, se identificarmos alguns indicadores, poderemos ver que esse medo tem endereço. Em algumas partes da cidade há policiamento adequado, iluminação, transporte, educação, lazer e saúde de ponta, mas em outras regiões o que funciona é a violência.
Somos produto do meio. O nosso ambiente é violento e isso dá muito lucro. Alguém ganha com a violência. Desde quem vende caixões ou simples câmeras de segurança, se olharmos por outro ângulo, até mesmo o furto de celulares e a necessidade de se contratar um transporte escolar estão associados ao mesmo.
São Gonçalo tem um efetivo de Policiais Militares em torno de oitocentos homens e mulheres - 23º Batalhão da Polícia Militar, mas para uma cidade de São Gonçalo, com novecentas mil pessoas, o mesmo tem uma concentração 46 vezes maior, conforme informações do Instituto de Segurança Pública.
O caos é criado para ajudar o sistema e tem identificado em sua paternidade a violência e corrupção. Irmãos siameses!
A violência é fabricada para dar lucro a alguém.
Subúrbios e a Baixada Fluminense são modelos para enriquecer quem vive da violência e para isso as escolas não podem funcionar, assim como o transporte, o lazer, as moradias têm que ser de baixa qualidade em locais inóspitos. Tudo é calculado. A população não é apenas refém, é o alvo.
Na RJ104 e a RJ106 estão sendo implementados diversos radares de velocidade. Será mesmo que isso é necessário nesse momento onde quem tem que passar por essas vias tem em seu subconsciente que está numa roleta russa, onde sua vida é o final.
Um sepultamento custa em torno de três mil reais e não é sem motivos que se busca privatizar cemitérios.
Essas vias estão esburacadas, sem sinalização horizontal ou vertical, iluminação precária, cheias de pontos cegos em função de falta de manutenção e o que se vê é uma corrida para instalação de radares.
É obvio que não somos contra o controle da velocidade, mas consideramos que no momento não o é prioritário. Muito estranho nesse momento, de transição gerencial no Estado, ter um processo assim se instalando.
Nesse emaranhado de denuncias de má-gestão que se direciona ao nosso Estado seria de bom alvitre que se revisse essa instalação de radares e analisasse outras prioridades.
Sinceramente, não vemos qualquer lucro social para a instalação desses radares, no momento.
Tomara que seja revisto, pois nada me tira da cabeça a tese de que é mais um modelo de enriquecimento de alguém.
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Oswaldo Mendes é professor.












































