Fim da escala 6x1: mais tempo para descanso e família é prioridade para trabalhadores
- Jornal Daki
- há 22 minutos
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Com duas folgas semanais, trabalhadores almejam desde cuidados domésticos a pequenas viagens; tramitam no Congresso propostas do governo, de deputados e uma PEC

Mais tempo com a família, para cumprir as obrigações em casa, passear e até mesmo ter a possiblidade de fazer pequenas viagens. Esses são alguns dos sonhos de trabalhadores que cumprem jornadas semanais de seis dias de trabalho e apenas um dia de folga, caso passem a ter direito a mais um dia de descanso.
O fim da escala 6x1 é a principal bandeira a ser ostentada pelas manifestações de trabalhadores neste feriado de 1º de Maio. Diversas matérias sobre o tema tramitam no Congresso Nacional neste momento.
A balconista Darlen da Silva, 38 anos, trabalha no Rio de Janeiro na escala 6x1 e tem apenas um domingo de folga. “Tenho duas filhas, então para mim é muito corrido. Tenho que fazer tudo dentro de casa, lavar roupa, fazer mercado. Não tenho descanso. Venho trabalhar mais cansada ainda no outro dia”, relata. Caso o fim da jornada de seis dias de trabalho por semana seja aprovado, ela já planeja usar um dia para resolver as tarefas domésticas e o outro para descansar e passear.

O garçom Alisson dos Santos, 33 anos, também no Rio, descreve que a única folga semanal é consumida por compromissos com os filhos, médicos e escola. Para ele, o segundo dia poderia ser usado para viagens ou lazer.
“Num dia você organiza as coisas de casa e, no outro dia, consegue passear com a família. Ou, se você vai direto do trabalho, consegue organizar até uma viagem. Com um dia só não, você não consegue fazer nada”, reflete Alisson.
Em São Luís, a cabeleireira Izabelle Nunes, 26 anos, defende o direito a pelo menos dois dias de descanso, para cuidar da saúde, estudar e ficar com a família.

Tramitam no Congresso Nacional três propostas principais para acabar com a escala 6x1. O governo enviou um projeto de lei com urgência constitucional que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, mantendo o limite de oito horas diárias.
A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução gradual para 36 horas semanais em dez anos. Já a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propõe uma escala de quatro dias por semana, também com limite de 36 horas.
As manifestações do 1º de Maio terão o fim da escala 6x1 como principal bandeira. A professora Karine Fernandes, que não trabalha nesse regime, apoia a mudança e acredita que ela impacta diretamente a qualidade de vida das famílias e o futuro das crianças. A expectativa é de avanço nas próximas semanas, com o projeto do governo podendo trancar a pauta da Câmara se não for votado em até 45 dias.
Com informações de Agência Brasil.
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