MPRJ pede prisão de argentina indiciada por racismo contra funcionários de bar
- Jornal Daki

- 3 de fev.
- 2 min de leitura
Órgão também encaminhou à Justiça do Rio uma denúncia contra a turista. Ela está proibida de deixar o país e teve o passaporte retido

O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) denunciou e pediu a prisão preventiva da turista argentina Agostina Paez por ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A denúncia foi oferecida nesta segunda-feira (2) à Justiça do Rio. Desde do último dia 21, a acusada passou a usar tornozeleira eletrônica, está impedida de deixar o país e precisou entregar o passaporte.
De acordo com a Polícia Civil, que já concluiu o inquérito, a advogada Agostina estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de "negro", de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor. Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a denunciada dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de "mono" ("macaco", em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
Ainda segundo a denúncia, Agostina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar. Na calçada em frente ao estabelecimento, proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários do bar.
No documento, a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca destacou que os relatos das vítimas foram corroborados por declarações de testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros produzidos no momento dos fatos. Também foi rejeitada a versão apresentada pela denunciada de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas, especialmente diante do fato de que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas, o que evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta.
O crime de racismo, previsto no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89, prevê pena de prisão de dois a cinco anos.
Agostina é filha de Mariano Páez, empresário bem-sucedido do setor de transportes na Argentina que ficou preso por um mês pelo crime de violência de gênero. Informações do portal de notícias 'Info del Estero', ele é acusado de ameaçar e agredir a ex-companheira em novembro do ano passado e foi posto em liberdade após obter um habeas corpus.
*Com informações O Dia
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