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São Gonçalo e seus ícones literários: Heitor de Pinho

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São Gonçalo e seus ícones literários


HEITOR DE PINHO

Pintor


Dedicou-se dentre outros temas a pintar paisagens históricas de São Gonçalo

(Fonte temática de inúmeros poetas gonçalenses)


Por Erick Bernardes

Embora não seja gonçalense nato e nem escritor, o pintor Heitor de Pinho (1897– 1968) legou relevância à literatura pela exposição de quadros baseados na paisagem de São Gonçalo, são obras dentre as quais figuram até hoje no imaginários dos escritores de São Gonçalo. Heitor de Pinho era carioca, formou-se em Direito em 1923 e entrou na Escola Nacional de Belas Artes, quando foi aluno de Baptista da Costa, Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e Modesto Brocos. Tornou-se presidente da Sociedade Brasileira de Belas Artes (1951 e 1952), chegando a compor também corpo de jurados no Salão Nacional de Belas Artes, entre 1957 e 1960.


Não foram poucos os salões nacionais onde esteve, em especial, mostrou-se figura frequente no Salão Nacional de Belas Artes, deixando sua marca entre os anos de 1930 a 1965, quando se viu agraciado com variados prêmios pela mesma instituição. Recebeu menção honrosa em 1930, medalha de bronze em 1934, medalha de prata em 1940, medalha de ouro em 1951 e prêmio de viagem ao redor do país, em 1956. Revelou-se um artista com predileções por fachadas de igrejas como a Igreja do Pontal e a Matriz, por exemplo, além de paisagens e assuntos relacionados ao mar. Por sua estética, ressalta um olhar aguçado para a natureza do lado de cá da Baía de Guanabara. Mas, é claro, Heitor de Pinho não deixou de fixar nas telas as imagens do passado sobretudo rural de São Gonçalo, como se quisesse (e conseguiu) eternizar a beleza geografia em vias de apagamento.


Ademais, em 1940 recebeu a medalha de bronze no Salão Paulista de Belas Artes e menção honrosa no Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul. Obteve exposição no Museu Nacional de Belas Artes, onde há ainda hoje obras produzidas por ele. Existe até hoje, para os lados da Pavuna, uma rua com o seu nome, dada a importância artística para todo o Rio de Janeiro, embora há quem defenda ser o tal topônimo homenagem a certo político homônimo.


Por último, resta-nos atentar para as poucas informações disponíveis acerca do artista. Uma pena, obviamente, devido à importância do seu trabalho para a nossa cidade. Decerto é este um bom viés para pesquisadores da história das artes e amantes da cultura em geral. Fica aqui a dica, Heitor de Pinho, um apaixonado por São Gonçalo, pinturas de fazer marejar os olhos do observador.



Fontes:

Foto 1: Tela do artista Heitor de Pinho (1897, Rio de Janeiro, RJ-1968). Na imagem, a Capela de São João Batista. A igreja se localiza no Pontal, Pontal, Gradim, São Gonçalo, resistindo ao tempo e à degradação.


Foto 2: Página São Gonçalo Antigo, de Anselmo Lopes da Silva. “Estudos e pesquisas sobre a cidade de São Gonçalo (RJ), Brasil”.


HEITOR de Pinho. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa284619/heitor-de-pinho>. Acesso em: 31 de Ago. 2019. Verbete da Enciclopédia.

http://brasilartesenciclopedias.com.br/nacional/pinho_heitor.htm

Erick Bernardes é escritor e professor mestre em Estudos Literários.






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