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Roubartilhando por aí, nas redes sociais

Por Rofa Rogério Araújo


Jornal Daki com IA
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Um termo muito atual repetido e repassado nas redes sociais é quando alguém vê algo interessante ou mesmo uma notícia até de origem duvidosa e compartilha ou para ser mais exato, “roubartilha”. A ideia foi pega de alguém e não criada por quem viu e repassou.

“Roubartilhar” é a junção de compartilhar e roubar, no sentido mais pejorativo e inocente porque é um roubo de ideias que até pode causar sérios problemas se não for algo verdadeiro e com utilidade.


Infelizmente parece ter se transformado em moda, uma epidemia, o repassar tudo que se observa nas redes sociais sem a menor verificação da fonte, como bem faz (ou deveria) os jornalistas da imprensa séria. Porque falar o que não se tem certeza para causar e viralizar não é algo de grande valia e ainda pode transformar uma ação até em processo judicial, conforme a gravidade.  

  

Uma febre de notícias falsas circula nas redes sociais, seja Facebook, Instagram ou WhatsApp com tal volume que é impossível de controlar, mas é preciso ter bom-senso e não sair por aí repassando o que não se tem certeza.


De vez em quando, para não dizer em sempre, em grupos que fazemos parte vem um ou outro membro que espalha uma mensagem falsa que é logo desmentido por alguém que diz ser fake. E pior que é bem mais comum do que se imagine. Então acaba que vivendo num mar de mentiras maior até que as verdades.  


Algumas frases que encontramos por aí a respeito desse tema, diz: 

. “Espalhar desinformação pode gerar consequências devastadoras” – E não é verdade? Imagine o algo de uma desinformação e seus resultados na vida, sendo algo totalmente inverídico? Depois que feito não volta atrás e somente traz danos.


. “As notícias falsas geralmente se espalham mais rápido que a verdade” – Dizem que notícia ruim corre e a voa apenas anda e pior ser um grande fato verídico. Certamente que ninguém gostaria de passar por isso e se prejudicado, caluniado, por algo que nunca fez ou sequer pensou em fazer.


. “Em tempos de fake News, prevalece a lacração e o uso matreiro” – Parece ser o objetivo viralizar mesmo que a informação seja falsa. O que mais importa é lacração e ser responsável por atear foto numa floresta para ver tudo pegar fogo, não se importando nem com as consequências. Algo irresponsável. E esse uso “matreiro” é astuto, esperto, de propósito e nada inocente. Complicado isso feito por um ser humano com atitude bem animalesca.


É mais que necessário que tomemos cuidado com tudo que nos chega via redes sociais porque a maioria das pessoas não está interessada em nenhuma verdade, mas em colocar fogo no parquinho e não tem nenhum compromisso com a verdade. Depois, do malfeito, ainda diz “Não sabia que era mentira ou fake News”, quando já é tarde demais.


Se abemos que não podemos espalhar tudo que recebemos porque a possibilidade de não ser verdade é maior do que ser tudo, como vamos, sem pensar duas vezes, sair por aí repassando? Responsabilidade é mais que necessário e um compromisso com o outro que pode ser afetado por essa atitude insensata.


Tem um ditado popular que incentiva a prática da bondade, caridade e altruísmo de forma genuína, sem preconceitos, julgamentos ou expectativa de recompensa: “Fazer o bem sem olhar a quem”. É uma expressão que significa ajudar qualquer pessoa, indistintamente, por amor ao próximo e satisfação pessoal.  Quem faz o contrário disso por maldade só prejudica o outro.


Vamos, então, “roubartilhar” o que é bom e não o não presta para o nosso próprio bem e, principalmente, do nosso próximo. 


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Rofa Araujo é jornalista, escritor (cronista, contista e poeta), mestre em Estudos Literários (UERJ), professor, palestrante, filósofo e teólogo. 

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