Cultura e identidade ganham destaque em São Gonçalo com o projeto 'Meu Lugar'
- Jornal Daki
- há 1 hora
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Iniciativa de estudantes do SESI valoriza pertencimento e talentos locais, com direito a painel de personalidades e produção de revista digital
Por Maria Clara Gomes

O Projeto Meu Lugar nasceu em 2023, a partir da iniciativa das equipes de estudantes de Social Media e da Comissão de Eventos da escola. Orientados pela professora Aline Menezes, os alunos passaram a organizar os eventos escolares, exercendo o protagonismo estudantil e fortalecendo a ideia de que a escola era muito mais do que uma obrigação semanal, era um espaço de pertencimento.
O Festival SESI Multicultural 2023, o tema Meu Lugar foi idealizado pelo ex-aluno Lucas Berriel. Foi a primeira vez que a expressão foi utilizada oficialmente e, a partir desse momento, a escola passou a ser reconhecida por esse nome, que representa identidade, participação e conexão entre os estudantes.
Desde o ano de criação do projeto a escola recebeu diversos alunos novos e todos eram introduzidos ao Meu Lugar não como algo forçado mas como um propósito a ser vivido. Nós entendemos que, muito além do que ter, é preciso, primeiro, ser: ser humano, ser empático, ser sincero e não soltar a mão de ninguém.
Além disso, foi criada a Revista Meu Lugar (@meulugar.sg) no Instagram, idealizada pelos ex-alunos Lucas Berriel, Maria Eduarda Cabral, Luiza Teixeira, Rafael Emerick e Maria Eduarda Dias. A proposta da Revista surgiu para substituir o antigo perfil da escola, que hoje se encontra desativado.
De acordo com Maria Gomes, "Eles foram descobrindo o que realmente queriam que a Revista fosse. Perceberam que o sentimento de pertencimento não se delimitava apenas aos muros do espaço geográfico da unidade. Ele se fortaleceu e ganhou novas dimensões, expandindo-se para além da escola e alcançando toda a cidade.
A Revista passou, então, a representar não apenas a vivência escolar, mas também a conexão entre estudantes, ex-alunos e a comunidade, consolidando o Meu Lugar como um movimento de identidade, participação e vínculo coletivo.
Entre vários relatos de quem viveu esse propósito, o de Maria Clara Miranda, formada em 2024, sintetiza tudo isso: “Para mim, o Meu Lugar significa pertencimento, foi onde eu me encontrei, encontrei os meus ideais, meus objetivos, meu eu mais interior, criativo e empático! O nome Meu Lugar sempre fez sentido para mim e para minha vida dentro do Sesi, muito antes dela virar um nome oficial, porque essa escola sempre foi o lugar onde eu queria, amava e necessitava estar, sempre foi onde eu era completamente feliz!”.
São Gonçalo é constantemente marcado com estereótipos negativos e lutar contra isso se torna essencial para entender que não precisamos atravessar a ponte para encontrar arte e cultura, temos artistas extremamente ricos em individualidades aqui. A escola precisa ter esse papel de democratizar a arte, de aproximar a cultura não como algo distante mas como algo a ser vivido todos os dias.
O Projeto Meu Lugar vai até esse patamar também, já que os alunos da nossa escola reconhecem suas habilidades como indivíduos. O que me traz felicidade em fazer? Robótica, música, dança, fotografia? A escola se torna um lugar de abrir as asas, para que nossos sonhos saiam do campo da utopia e sejam incentivados. Na sala de aula, não somos julgados, mas sim alimentados de incentivo e esperança de viver a nossa sociedade por meio das nossas habilidades, vivências e sonhos.
O painel foi idealizado pelo ex-aluno Rafael Emerick e Kaylla Ambrosino. Ambos tiveram a experiência de estudar na nossa viva escola e eternizaram tudo aquilo que pode se sentir, com um olhar sensível, sobre o nosso espaço nas paredes e nos corredores.
Entre os nomes destacados estão o jogador Vinícius Júnior, o ator Rafael Zulu, a jornalista Daniella Dias, o inesquecível Palhaço Carequinha, os cantores Claudinho e Buchecha e o escritor Erick Bernardes, conhecido por seu trabalho com literatura e memória cultural na cidade.
Um dos momentos mais marcantes do projeto foi a visita do escritor Erick Bernardes. Ao saber que era um dos homenageados, ele fez questão de comparecer pessoalmente à unidade do SESI/FIRJAN para conhecer o trabalho desenvolvido pelos estudantes.
Recebido com entusiasmo, o escritor percorreu os espaços onde estavam expostos os painéis biográficos elaborado pelo ex-aluno Rafael Emerick, conversou sobre literatura, cultura e a importância da valorização da memória local. Durante a visita, concedeu entrevista e participou da gravação de um vídeo que integrará o material final do projeto.
“É emocionante ver jovens pesquisando, escrevendo e refletindo sobre a própria cidade. A cultura começa pelo reconhecimento do lugar onde estamos”, afirmou Erick Bernardes durante a gravação.

O projeto nunca foi pensado para acabar em certa geração mas foi pensado para continuar a transformar a vida de quem o conhece e de quem o vive. Meu Lugar não são paredes mas a certeza de que temos um lugar para chamar de nosso, temos um município que nos enche de orgulho, pertencemos a algo e levamos tudo o que descobrimos para a vida inteira.
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